
Levantamento do SPC Brasil, divulgado pela CDL Santos-Praia, aponta nova elevação de 1,55% no número de devedores durante o mês de janeiro.
O número de endividados em Santos continua crescendo no início de 2025. É a constatação de uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), divulgada pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) Santos-Praia. O estudo aponta que o número de devedores na Cidade durante o mês de janeiro registrou nova alta de 1,55%, mais que o triplo demonstrado no mês anterior (0,44%).
Expandindo os dados, tanto os da Região Sudeste (0,52%) quanto os do Brasil (1,57%) seguiram a mesma tendência de alta no número de devedores e dívidas não pagas. O levantamento é feito com a base de dados do SPC Brasil e divulgados mensalmente.
Por outro lado, enquanto o estudo apresentou queda acumulada de -3,29% nos últimos 12 meses em Santos, no mesmo período para o Sudeste (1,09%) e no Brasil (2,76%), esse número aumentou.
NA LUPA
Observando no detalhe os números da cidade, em Santos os inadimplentes se concentram na faixa etária entre 50 a 64 anos (24,13%). Quando comparados por gênero, os devedores estão bem equilibrados, com uma leve alta para as mulheres (52,38%), em relação aos homens (47,62%).
De acordo com a análise do presidente da CDL Santos-Praia, Nicolau Miguel Obeidi, muitas pessoas gastaram mais do que poderiam e isso refletiu no início do ano. “Em dezembro, já encontramos alta nesses números. Mas as despesas comuns de início de ano, como pagamentos de IPTU, IPVA, gastos com material e uniforme escolar, por exemplo, comprometem ainda mais o orçamento doméstico do cidadão comum. Por isso, a necessidade de repensar antes de adquirir um novo débito e comprometer o resto do ano com dívidas diversas”
VALORES E TEMPO DE ATRASO
Outro destaque da pesquisa demonstra que, durante o primeiro mês deste ano, em Santos, cada consumidor devia, em média, R$ 5.764,58, somando todos os débitos. Destes inadimplentes, 24,01% tinham dívidas de até R$ 500; 12,44% deviam entre R$500,01 e R$ 1 mil; 19,34% de R$ 1.000,01 a R$ 2,5 mil; 22,88% de R$ 2.500,01 a R$ 7,5 mil, e 21,34% acima de R$ 7,5 mil.
O tempo médio desses atrasos é de 2 anos e 3 meses (27,9 meses), entre os quais 41,42% dos devedores estão inadimplentes de 1 a 3 anos.
MAIS NÚMEROS
Já quanto ao volume dos atrasos entre os moradores de Santos, o número em janeiro de 2025 caiu -2,88% em relação a janeiro de 2024. Sobre esse dado, foi detectada alta tanto na região Sudeste (2,88%) quanto na média nacional (4,51%). Comparadas a dezembro de 2024, as dívidas subiram nos três compilados: 2,99%, em Santos; 2,21%, no Sudeste e 3,09% em termos nacionais.
Em números absolutos, no mesmo período, cada consumidor inadimplente em Santos tinha, em média, 2,152 dívidas em atraso. O dado ficou abaixo da média da região Sudeste (2,171 débitos por pessoa inadimplente) e acima da média nacional registrada no mês (2,135).
Durante o mês passado, o setor que mais registrou dívidas na cidade foi o bancário (81,40%). Seguido por outros negócios (8%), Comunicação (4,08%), Água e Luz (3,76%) e Comércio (2,76%).


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