
Com sete gols e três assistências em 13 jogos, Yohan Marcellus, aos 25 anos, está vivendo seu melhor momento na carreira, defendendo a Portuguesa Santista. Após passar cinco temporadas no futebol português, ele retorna ao Brasil para se transformar no ‘homem-gol’ rubro-verde.
Natural da Praia Grande, o atleta se define como um cara tranquilo e família e, em sua análise, essa última parte é essencial para seu bom desempenho em campo. “Quando recebi o convite para integrar o elenco da Portuguesa, não pensei duas vezes porque eu nunca joguei aqui e, para mim, colocar a família aqui no estádio é sensacional. O resultado, os números, são resultado disso, dessa alegria de estar aqui”, diz. “Está sendo fundamental estar perto da minha família, perto de casa. Eles sempre me acompanharam à distância, apenas meus pais puderam me assistir de perto em Portugal e agora tenho a família completa aqui”, completa.
Esse período longe da família, no entanto, trouxe bons frutos ao atual artilheiro do Paulistão A3. Tendo feito sua base quase que por completa em Cotia, pelo São Paulo Futebol Clube, quando foi para Portugal aos 18 anos, fortaleceu um valor importantíssimo para quem busca sucesso: o profissionalismo. “É isso que eu trago da Europa. Eles são bastante obedientes, profissionais, e foi isso que aprendi lá. Ter essa vontade de trabalhar, estar dia após dia buscando mais, mesmo que eu tenha qualidade, é preciso trabalhar.”, afirma.
Yohan também passou pelo futsal do Santos e pelo sub-16 da Portuguesa de Desportos, a Lusa, antes da sua estreia profissional pelo Tombense de Minas Gerais. Em Portugal, jogou pelo Trofense, onde venceu o Campeonato de Portugal 20/21 (terceira divisão), Vilafranquense e Fafe. Antes de chegar à Briosa, ele estava no Itabaiana – SE, onde venceu a Copa Governo do Estado.
Em Ulrico Mursa
A Portuguesa ocupa a liderança do Paulistão A3, com 30 pontos conquistados em um histórico de 10 vitórias e três derrotas. Como artilheiro do campeonato, Yohan não esconde a satisfação em trabalhar com um ídolo do clube, o treinador Sérgio Guedes. “Ele, sem dúvidas, é o melhor treinador com quem eu já trabalhei na minha carreira. O que ele fala, acontece. Estar no dia a dia com ele é algo muito legal, é um cara do bem”, afirma. “Eu fui convidado por ele. As pessoas já me falavam dele e eu já sabia o técnico que ele é, então, aceitei na hora. Não sei como vai ser meu futuro, mas sei que não vou esquecer dele”, conta.
Além disso, ele valoriza a presença da torcida em Ulrico Mursa. De acordo com o jogador, eles são o 12º jogador. “São fanáticos, na chuva ou no sol estão aqui. Gritam, cantam, sempre estão nos apoiando. Jogar em casa, com essa atmosfera, é fundamental para a nossa campanha. São realmente o 12º jogador, porque inflamam o ambiente do começo ao fim, mesmo com as derrotas eles estão ao nosso lado”, conta.

Foto: João Jardim/ Agência Briosa
Arco(s) e flecha
Polivalente, Yohan tem cerca de quatro gols em que ele armou e concluiu a jogada. Essa característica rendeu ao jogador a alcunha de ‘arco e flecha’ no perfil do Paulistão no Instagram. “Dentro de campo, a gente acaba fazendo uma espécie de cálculo, né? Para saber onde a bola vai sobrar, então isso acaba virando um recurso. E ajuda que eu me dou bem com o pessoal do setor ofensivo, todos nós nos damos bem, tanto os titulares como os reservas”, afirma.
Classificados
A Portuguesa Santista já está classificada para a fase de mata-mata do Paulistão A3. A garantia antecipada na próxima fase veio dos pés do próprio Yohan, que marcou o gol da vitória sobre a Francana, na última quarta (11). Na ocasião, o camisa 10 elogiou o trabalho em equipe. “Isso mostra a união e a vontade do grupo. Sabemos o que queremos e vamos lutar até o fim pelos nossos objetivos.”
Porém, antes da fase decisiva, a Briosa tem mais dois desafios: neste domingo (15) às 10h, fora de casa, contra o EC São Bernardo, quarto colocado da tabela, e na próxima semana, no sábado (21), encerra a fase de pontos dentro de casa, contra o União Barbarense, às 15h.

Foto: João Jardim/ Agência Briosa


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