Esportes

Vicentino Wlamir Marques, lenda do basquete brasileiro, morre aos 87 anos

18/03/2025 Da Redação
Acervo / CBB

Lenda do basquete brasileiro, Wlamir Marques morreu nesta terça-feira, 18, aos 87 anos. Ele fez parte da geração de ouro do esporte brasileiro, com o bicampeonato mundial em 1959 e 1963. Também defendeu a seleção nos Jogos Olímpicos e Pan-Americanos, com múltiplas medalhas de prata e de bronze. Internado no Hospital Santa Magiore, em São Paulo, não teve causa da morte revelada.

Nascido em 1937, na cidade de São Vicente, na Baixada Santista, se encantou pelo basquete ainda na infância. Aos dez anos, defendeu o Tumiaru, clube de sua cidade natal. Na juventude, jogou pelo XV de Piracicaba entre 1955 e 1961, onde conquistou seus primeiros títulos, ganhou destaque e passou a defender a seleção nacional. Corinthians, a partir de 1962.

A Confederação Brasileira de Basquete (CBB) lamentou a morte do jogador. “O Disco Voador decolou pela última vez, com destino à eternidade”, escreveu a entidade. Esse foi um dos apelidos que herdou ao longo de sua carreira, em função de seu atleticismo e habilidade de saltar longas alturas. Diziam que ele voava em quadra – e não era à toa: ao longo de sua carreira passou por todas as posições, pivô, ala e armador.

Wlamir se tornou um ídolo no Corinthians, multicampeão do Campeonato Brasileiro e Paulista de basquete. Após encerrar a carreira, o ginásio do clube, no Parque São Jorge, passou a se chamar “Ginásio Poliesportivo Wlamir Marques”. A camisa 5, que carregou ao longo de sua carreira, também foi aposentada pelo Corinthians. E em 2023, foi homenageado com o primeiro busto de um atleta de basquete na sede do time.

O “Diabo Loiro”, como era chamado, também herdou a camisa 5 da seleção brasileira ainda na década de 1950. Disputou seu primeiro Mundial de basquete em 1954, um ano após ser contratado pelo clube de Piracicaba. Ajudou a levar o Brasil ao vice-campeonato na edição disputada no País. Depois, se consolidou como um dos maiores nomes brasileiros na história do basquete.

Em Mundiais, soma quatro medalhas – duas de ouro e duas de prata Em Jogos Olímpicos, levou o bronze nas edições de Roma-1960 e Tóquio-1964. Ainda colecionou, ao longo de sua carreira, três pódios no Pan, em 1955, 1959 e 1963. Todos esses títulos, somados, o imortalizaram no Hall da Fama do Comitê Olímpico do Brasil e do basquete.

“Me sinto muito honrado com essa homenagem em vida, estou muito feliz por ter sido eleito por unanimidade e pode ter certeza que se meu coração já não é muito bom, ele está balançado cada vez mais com o Brasil sempre presente”, afirmou, exibindo com orgulho a placa recebida pelo COB em 2021. “Não vejo que eu tenho futuro, tenho o hoje e hoje é um grande dia. Quero que essa homenagem seja transferida a todos aqueles atletas que estiveram ao meu lado ou contra mim.”

Wlamir se aposentou da seleção brasileira em 1970, após o Mundial da Iugoslávia, no qual conquistou o vice-campeonato com a equipe. Depois, seguiu com os trabalhos no basquete, como treinador e comentarista, com passagens pela ESPN Brasil e TV Globo.