
O sonho da casa própria e da locação ganhou um novo fôlego na região durante o mês de julho. Entre apartamentos com vista para o mar e casas em bairros tranquilos, milhares de famílias movimentaram o mercado imobiliário em busca do lar ideal. É o que apontam os dados divulgados pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (CRECI-SP). As vendas apresentaram alta de 82,89% em comparação ao mês anterior e o volume de novos contratos de locação cresceram 46,22% no mesmo período. Os números foram levantados junto a 160 imobiliárias da Baixada Santista.
Ainda segundo o balanço, os apartamentos representaram 68% das vendas, enquanto casas corresponderam a 32% do total. No mercado locatício, a distribuição mostrou-se mais equilibrada: os apartamentos ocuparam 56% dos contratos e as casas, 44%.
A média de valores das propriedades vendidas no período superou R$ 500 mil. Entre as casas comercializadas, 41,7% possuíam dois dormitórios e 45,8% apresentavam área útil entre 51 e 100 metros quadrados.
Os apartamentos vendidos seguiram padrão similar, com 41,7% dos imóveis contendo dois dormitórios e 58,3% na faixa de 51 a 100 metros quadrados.
FINACIAMENTOS E PROGRAMAS
Para o presidente do CRECI-SP, José Augusto Viana Neto, os saltos extremos do mês destacaram a forte sensibilidade do mercado a fatores conjunturais. “Nós temos grandes condições de financiamento, ações promocionais e chegada ou saída de estoque ou eventos locais”, afirma.
Ele ainda complementa, “as vendas também cresceram em razão do recente novo teto do programa Minha Casa Minha Vida, que financia imóveis de até R$ 500 mil para famílias com renda de R$ 8.400 a R$ 12 mil por mês. A taxa de juros é 10% e o prazo de financiamento é de 35 anos, o que possibilita uma prestação muito baixa, muitas vezes abaixo do valor do aluguel daquele mesmo imóvel. E com isso nós tivemos uma evolução muito grande”, explica.
IMOBILIÁRIAS
O CEO da C. Ferreira Imóveis, Bruno Ferreira, destaca que julho representou o melhor mês do ano para a empresa. “A valorização imobiliária foi excelente, com aumento de 0,58% nos valores dos imóveis, número acima da inflação”, detalha. Segundo o empresário, a região mantém procura ativa e oferta menor que a demanda, criando cenário favorável para valorização a médio e longo prazo.
A Família Imóveis registrou crescimento de 70% nas vendas em julho comparado a junho, conforme João Carlos Faneco Pereira, sócio-proprietário e diretor de vendas da empresa.
“O Valor Geral de Comissão cresceu 90%, indicando comercialização de imóveis com maior valor agregado”, explica Faneco. A imobiliária também apontou crescimento de 30% nas vendas em comparação ao mesmo período de 2024.
SEGURO FIANÇA LIDERA RANKING
No segmento de locações, a faixa de preço preferencial dos inquilinos concentrou-se entre R$ 1.500 e R$ 2.000. O seguro fiança tornou-se a principal garantia locatícia escolhida pelos locatários, representando 42,5% das preferências. A periferia das cidades concentrou 59% dos novos inquilinos, seguida pela região central com 22% e bairros nobres com 19%.
CAIXA ECONÔMICA
Quanto às modalidades de venda, 28,7% dos negócios foram financiados pela Caixa Econômica Federal, mesmo percentual das transações à vista. Outros bancos participaram de 19,1% dos financiamentos e 23,4% das operações foram feitas diretamente com os proprietários.
De acordo com a sócia-proprietária e diretora da Família Imóveis, Christiane Lourenço, a Caixa e os bancos privados estão com créditos e atendendo as demandas, mesmo com a taxa Selic de 15%.
“Muitos compram à vista e os demais que recaem sobre o crédito sabem que estão ganhando na compra. Esperar pelos juros mais baixos certamente fará o comprador perder a oportunidade do momento”, analisa.
FUTURO PROMISSOR
Segundo o presidente do CRECI-SP, a expectativa para os próximos meses é promissora.
“O número de investimentos que estão previstos para a região é ótimo. O nosso carro-chefe é o porto, mas agora temos a construção do túnel entre Santos e Guarujá, uma série de equipamentos e marcas internacionais que estão chegando na Baixada Santista, fora o investimento do Santos Futebol Clube em construir uma arena na Praia Grande”, finaliza José Augusto.


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