
O presidente do Santos, Marcelo Teixeira, confirmou que o clube precisou destinar uma parcela significativa da receita obtida com a recente venda do lateral-esquerdo Souza ao Tottenham (Inglaterra) para cobrir uma dívida iminente com o Arouca de Portugal e, assim, evitar um novo transferban. A dívida em questão refere-se à contratação do zagueiro João Basso em 2023.
O dirigente detalhou a pressão financeira que forçou o clube a comprometer a receita da negociação, que, em circunstâncias normais, poderia ser investida. “A situação financeira é gravíssima. […] Mas estamos praticamente comprometidos com metade dessa receita. Poderia ser investida, mas não é. Tem que cobrir dívidas”, reforçou Teixeira em entrevista à Rádio Bandeirantes.
A situação se agravou após a FIFA negar o recurso do Santos contra a cobrança de 2,5 milhões de euros do clube português, entregando a decisão final ao TAS. O time europeu alega que a primeira parcela do débito não foi quitada nos prazos. O prazo final para o pagamento, sob pena de impedimento de registrar novos jogadores, é de 39 dias. O presidente mencionou os esforços de negociação, incluindo o envio de um dirigente com laços portugueses para tentar um acordo antes da decisão da FIFA.
Apesar do cenário adverso, Marcelo Teixeira demonstrou otimismo cauteloso quanto à gestão do passivo. Ele afirmou que o clube está no caminho apropriado para reestruturar os débitos pendentes. “Nós sabíamos que íamos correr esse risco, mas temos que ter competência e estar bem cercados de profissionais para que o Santos encaminhe os acordos da melhor forma. Estamos no caminho certo e temos possibilidade de acordo. Santos está estacionando a dívida. Temos que resolver essas questões, pagando e equacionando essas dívidas”, completou.



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