
O diretor-superintendente da Ecovias, Ronald Marangon, destacou entre as principais inovações tecnológicas empregadas no percurso da terceira pista do Sistema Anchieta-Imigrantes os túneis paralelos de emergência. “Serão túneis para possível fuga, em caso de emergência dos pedestres, além de permitir o trânsito de viaturas de emergência quando necessário”, explicou. O projeto usa as mais modernas tecnologias de construção viária, também incluem sistema de monitoramento avançado com detecção automática de incidentes, sensores para identificar emissão de gases e fumaça, além de sistema de extração massiva de fumaça por meio de jatos ventiladores. Ele também confirmou que as obras da terceira pista da Rodovia dos Imigrantes devem começar até o final de 2026.
A obra deve impactar positivamente a economia da Baixada Santista, já que facilitará o acesso entre a capital do Estado e a Região, tanto para o transporte de cargas, turismo, além de atrair novos moradores em busca da qualidade de vida no litoral.
Marangon participou do programa Orla Notícias, da Santos FM (92,5), ao lado do diretor-executivo do Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp), Ricardo Molitzas.
Mais de 200 pessoas trabalham atualmente no projeto. A concessionária deve entregar todos os estudos e projetos ao governo estadual ainda no primeiro semestre de 2026, dentro do prazo de dois anos estabelecido no início dos trabalhos em 2024.
“Tudo tem grande magnitude, assim como foi a construção da segunda pista da Rodovia dos Imigrantes. Além disso, estão sendo desenvolvidos estudos e ensaios dentro do paredão rochoso da serra. Ttrabalhadores realizam sondagens e ensaios geológicos”, destacou Marangon.
A nova via terá 21,5 quilômetros de extensão, sendo 17 quilômetros em túneis – cerca de 80% do trajeto. Serão cinco túneis no total, incluindo o que será o maior túnel rodoviário do Brasil, com aproximadamente seis quilômetros de extensão.
“Em 2002, a segunda pista da Rodovia dos Imigrantes, chegou com muita modernidade na época. Foi uma via impactante em termos de tecnologia. Nós queremos fazer da mesma forma”, afirmou Ronald.
Segundo ele, a opção pelos túneis longos foi motivada principalmente por questões ambientais. “Nós estamos dentro da floresta tropical. Uma das premissas mais importantes que nos fez adotar esse tipo de traçado foi a menor interferência na parte ambiental”.
IMPACTOS
O diretor-superintendente explicou que as obras não devem impactar significativamente o tráfego atual do Sistema Anchieta-Imigrantes, já que a terceira pista será “totalmente segregada” das rodovias que estão em operação. Os únicos pontos de possível interferência serão nas conexões no quilômetro 43 da Imigrantes (Planalto) e no quilômetro 265 da Rodovia Cônego Domênico Rangoni.
Enquanto as obras não ficam prontas, segundo Marangon, a Ecovias trabalha em diferentes frentes para reduzir impactos do tráfego crescente. Entre as medidas, a concessionária citou a participação no plano de gestão integrada da Baixada Santista e o desenvolvimento de obras noturnas na Serra da Anchieta para não prejudicar o trânsito diurno.
A empresa também está desenvolvendo dois projetos de infraestrutura para o Porto de Santos: um viaduto no bairro Alemoa sobre a linha ferroviária para criar uma saída para a Anchieta, e uma nova entrada pela margem direita do porto.


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