Cena

Tainha na brasa preserva tradição familiar em restaurante de Itanhaém

22/07/2026 Da Redação
Divulgação

Com a chegada do inverno, a tainha volta a ocupar lugar de destaque na mesa e também na rotina das comunidades pesqueiras do litoral paulista. Entre maio e julho, período em que o peixe realiza sua migração em direção às águas mais quentes para a reprodução, cidades da Baixada Santista e do Litoral Sul mantêm viva uma tradição que movimenta pescadores, mercados e restaurantes.

Presente na culinária caiçara há gerações, a tainha é reconhecida pela versatilidade. Assada na brasa, recheada, frita ou preparada em moquecas e caldeiradas, ela faz parte da identidade gastronômica da região e ajuda a preservar saberes transmitidos entre famílias que vivem da pesca artesanal.

Em Itanhaém, o restaurante Taquarú transformou essa tradição em um dos pratos mais representativos do cardápio. À frente da casa, o gestor e fundador André Moraes conta que a receita nasceu da relação de sua família com o mar. “Nosso legado foi construído entre o mar e a pesca”, afirma.

Segundo ele, cada peixe servido representa anos de aprendizado compartilhado entre diferentes gerações, além do respeito aos ciclos da natureza e às técnicas da pesca artesanal, que continuam fazendo parte da rotina da família.

A receita procura valorizar a simplicidade da culinária caiçara. O prato é preparado com um generoso filé de tainha grelhado na brasa, recheado com uma farofa artesanal feita com as ovas do próprio peixe e servido com arroz branco e vinagrete fresco.

Mais do que destacar um ingrediente típico da estação, a proposta é reforçar a conexão entre gastronomia, cultura e memória afetiva. “A nossa tainha é mais que uma refeição. É um convite para conhecer um pouco da nossa história, das nossas raízes e da relação que nossa família construiu e mantém com o mar”, diz Moraes.

Além de seu valor cultural, a temporada da tainha também representa um importante período para a economia do litoral. A pesca artesanal movimenta diversas comunidades costeiras e abastece peixarias, feiras e restaurantes, fortalecendo a cadeia produtiva e atraindo turistas interessados em experimentar pratos típicos da culinária caiçara.