Metrópole

Sindicato diz que paralisação dos caminhoneiros prossegue nesta 4ª

14/07/2026 Da Redação
Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista e Vale do Ribeira (Sindicam) confirmou a continuidade da paralisação da categoria, que teve início na segunda-feira (13). Os trabalhadores manterão pontos de concentração próximos ao viaduto da Alemoa, em Santos, além dos acessos ao Guarujá, sobretudo na Rua do Adubo. Com isso, a quarta-feira (15) será mais um dia sem atividades e com manifestações.

Nesta terça-feira (14), a Rodovia Cônego Domênico Rangoni sentiu os reflexos da paralisação. Houve 7 km de congestionamento devido ao alto fluxo de veículos. Na Alemoa houve confronto entre policiais militares e um manifestante.

Segundo a Ecovias, concessionária que administra do Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI), o congestionamento desta terça foi registrado entre os quilômetros 269 e 262, em razão do alto fluxo de veículos com destino aos pátios reguladores da região. A lentidão atingiu aproximadamente sete quilômetros de extensão.

O aumento no volume de caminhões ocorreu em meio à mobilização nacional da categoria. O movimento busca pressionar o Senado Federal a votar a Medida Provisória (MP) 1.343/2026, conhecida como “MP do Frete”, que altera regras da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas e perde a validade caso não seja apreciada até quinta-feira (16).

Apesar dos reflexos no sistema viário, não houve registro de bloqueios na Cônego. A Ecovias informou que a retenção foi causada pelo elevado fluxo de veículos em direção aos pátios reguladores e pelo impacto do trânsito na Avenida Plínio de Queiroz, um dos principais acessos ao Porto de Santos, situação que acabou provocando efeito cascata sobre a rodovia.

Além da Cônego Domênico Rangoni, outros trechos do Sistema Anchieta-Imigrantes apresentaram lentidão durante a manhã. A concessionária informou que equipes operacionais permaneceram mobilizadas para monitorar as condições de tráfego e reduzir os impactos aos usuários.

A mobilização dos caminhoneiros também provocou alterações temporárias no transporte coletivo da região. Linhas intermunicipais operadas pela BR Mobilidade tiveram itinerários modificados devido às dificuldades de circulação na Cônego Domênico Rangoni, enquanto órgãos responsáveis pelo sistema viário seguiram acompanhando a evolução da paralisação e seus reflexos sobre o acesso ao Porto de Santos.