
O lateral-direito da Seleção Brasileira, Danilo deu uma coletiva sincera e totalmente pé no chão. O jogador falou sobre o tempo de preparação da seleção, os jogadores experientes e elogiou o talento de Endrick. Além disso, ele afirmou que a estrutura da Confederação é uma das melhores que já viu e que dará resultados em campo.
“Hoje existe planejamento e organização que é das melhores que já tive aqui dentro. Vai ter benefício a curto prazo, nessa Copa do Mundo. A médio e longo prazo, vai dar para criar identidade com os jogadores que estiverem nas categorias de base”, disse.
Prestes a enfrentar uma seleção sem tradição no campeonato como o Haiti, o defensor manteve o pé no chão, não falou em goleada e disse que a seleção deve demonstrar para o torcedor a vontade de vencer. “Tem a expectativa e a realidade. Precisamos encarar o jogo com a realidade. É até um desrespeito falar em goleada (contra o Haiti), até pela maneira que o futebol mudou e evoluiu. Precisamos demonstrar para o torcedor que temos vontade de vencer. E fazemos isso controlando a posse, buscando o jogo e querendo ganhar a todo momento”, afirmou.
A sinceridade de Danilo seguiu. Sobre a preparação técnica e tática da Copa, o defensor destacou o trabalho da comissão e afirmou que o grupo está imerso no trabalho. “Essas três semanas de trabalho fizeram com que a gente deixasse um pouco de lado todas as competições que cada um tem dos seus grupos e pudesse, de certa forma, mergulhar dentro de uma filosofia que a gente quer ter dentro de campo na Seleção Brasileira. Cada um joga em um clube, onde trabalha de uma forma, e quando junta tudo isso, não é fácil chegar a um produto final que tenha muita coerência”, disse.
Objetivos
O jogador também falou sobre os objetivos do elenco para essa Copa do Mundo. “Quando você entra em uma fase de grupos onde existem três adversários, você quer ganhar deles. Esse é o nosso objetivo: classificar em primeiro. Se a gente tiver que se classificar em segundo e tiver uma trajetória onde a gente vai chegar em um final feliz, a gente não tem que pensar nisso. É classificar, passar o giro, melhorar o jogo a cada dia e a conexão entre a gente e o campo. A partir daí, os adversários, as logísticas, tudo isso fica em segundo plano porque não temos controle e que faz parte da trajetória”, pontuou.
O jogador do Flamengo analisou o momento da Amarelinha e afirmou que a Seleção Brasileira “continua na primeira fileira” do futebol mundial. Ressaltou também a importância das gerações anteriores na construção desse status e destacou que o objetivo do grupo atual é “colocar mais uma estrela na camisa”.
“O Brasil continua na primeira fileira. Obviamente, isso não foi construído por mim, nem pelos jogadores que estão aqui. Tem uma galera atrás que precisa ser respeitada e foi quem construiu esse status, essas conquistas e essas cinco estrelas que temos no peito. Nossa obrigação é tentar, ao máximo possível, honrar isso. Se a gente tiver muita entrega, responsabilidade e espírito de sacrifício para conseguir colocar mais uma estrelinha na camisa, seria maravilhoso”, acrescentou o camisa 13 da Seleção.
Jogo contra Marrocos
Danilo também analisou o empate da Seleção na estreia contra Marrocos. Para ele, o jogo foi uma oportunidade para a equipe tirar lições positivas e crescer diante das adversidades.
“A melhor forma de crescer é encarar as situações com realidade e clareza. Estamos fazendo isso muito bem. Aquele primeiro tempo (contra Marrocos) foi aquém do que a Seleção pode entregar. Podemos encontrar mecanismos diferentes, talvez marcar mais baixo, aceitar que a posse de bola ficará mais com eles em momentos. Isso também é maturidade, entender o momento em que estamos”, concluiu.



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