
Profissionais nacionais e internacionais irão se reunir durante cinco dias na Universidade Santa Cecília (Unsanta) para a realização do 1º Simpósio Internacional de Microplásticos em Ecossistemas Aquáticos (SIMPEA). O evento tem início nesta terça (9) e vai até sábado (13). O objetivo é propor soluções e técnicas de pesquisa para mitigação do problema do microplástico em ambientes aquáticos. Estima-se que cerca de 8 milhões de toneladas de plástico chegam aos oceanos todos os anos. O Simpósio é uma parceria entre o Instituto EcoFaxina e o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN).
O evento já conta com dezenove especialistas confirmados do Brasil e do exterior, que conduzirão as palestras e oficinas práticas. O corpo docente e técnico do simpósio reúne pesquisadores internacionais de referência na área de Química de Polímeros e Engenharia Química da Universidade de Dresden (Alemanha), além de lideranças científicas e gestores estratégicos de instituições nacionais de ponta, como a CETESB, o IPEN/CNEN e diversas universidades.
As inscrições estão abertas e podem participar estudantes de ensino médio, ensino superior e profissionais, basta acessar o link: https://www.simpea.eco.br
O problema dos microplásticos em escala global já apresenta números bastante alarmantes: estima-se que hoje é despejado no mar o equivalente a um caminhão de lixo de plástico a cada minuto. Esse material se fragmenta e chega a partículas menores que 5 mm se espalhando amplamente, sendo encontrado em águas profundas, solo, organismos marinhos e até no corpo humano. Em termos de impacto humano, estudos canadenses indicam que uma pessoa pode ingerir de 74 mil a 121 mil partículas de microplástico por ano, principalmente por meio da alimentação e da água, o que causa doenças e se torna um problema emergente de saúde pública.
No Brasil, um dos maiores levantamentos já feitos no país – publicado na revista científica Environmental Research – mostrou que 69,3% das praias brasileiras estão contaminadas por microplásticos. Em Santos (SP), a situação é ainda mais crítica: o estuário da cidade foi classificado como um dos mais contaminados do mundo. Em pesquisa feita pelo Instituto EcoFaxina em parceria com o IPEN, o Rio dos Bugres foi apontado o segundo mais poluído por microplástico do mundo, atrás apenas do Rio Pasur, em Bangladesh.



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