Economia

Setor de Economia Criativa registra crescimento na geração de empregos

02/06/2025 Da Redação
Divulgação/PMS

Gastronomia, Tecnologias da Informação, Comunicação e Patrimônio e Artes se destacam em Santos  

Acompanhando a tendência que vem se mostrando positiva em todo o País, o setor de economia criativa de Santos registrou aumento na criação de empregos no Município, chegando à marca de 8.175 admissões em 2024, o que representa crescimento de 305,7% desde 2015.

Os destaques ficam para os segmentos de gastronomia – que sozinho representou 6.931 empregos -, Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) – com 436 admissões – e Patrimônio e Artes – que representou 374 novas vagas.

“O desenvolvimento da economia criativa em Santos é um reflexo direto do talento da nossa gente e, também, das políticas públicas que priorizam o desenvolvimento dos empreendedores. Esse movimento não só impulsiona a geração de renda, mas fortalece a identidade cultural da Cidade, tornando a economia criativa um pilar estratégico para o nosso futuro”, destacou Selley Storino, secretária de Comunicação e Economia Criativa.

Crescimento do número de empresas 

Os dados apontados pela Secretaria de Finanças e Gestão (Sefin), fornecidos pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), revelam também um aumento expressivo em diversos indicadores, como o número de empresas e crescimento contínuo da arrecadação municipal, o que confirma a força desse ecossistema na geração de renda e inovação.

O número de empresas da economia criativa na Cidade chegou a 21.988 em 2024, aumento de 2,64% em relação a 2023, ano em que Santos registrou 21.424 empreendimentos do segmento. A área com o maior número de registros é TIC (5.388), seguida por setores como a Gastronomia (5.066), Audiovisual (3.115), Editorial (3.554) e Música (1.198).

O crescimento também refletiu na arrecadação municipal. De acordo com a Sefin, a Taxa de Licença arrecadada junto aos setores da Economia Criativa apresentou aumento de mais de 80% entre 2020 e 2024.

Já a arrecadação do Imposto Sobre Serviços (ISS) também teve trajetória ascendente, com aumento de mais de 27% no mesmo período. O setor de Arquitetura lidera a contribuição de ISS, seguido por TIC e Publicidade.

Com números que apontam o crescimento estável e cada vez mais representatividade na economia local, a economia criativa se consolida como uma das principais apostas para o desenvolvimento sustentável de Santos, segundo a prefeitura.

Para dar apoio ao segmento, foram elaboradas políticas públicas, programas e ações que visam não apenas conduzir a criação de empreendimentos, mas oferecer encaminhamento e redirecionamento para os empresários criativos.

Criado em 2020, durante um dos períodos mais desafiadores da história recente, o Feito em Santos começou como um perfil no Instagram que divulgava produtos e serviços de pequenos empreendedores. Hoje, o programa se transformou em uma política pública que envolve feiras, oficinas, aceleração de negócios e programas de capacitação.

Ao longo desses cinco anos, o programa realizou mais de 150 feiras impactando seis mil empreendedores e movimentando cerca de R$ 4 milhões. O maior encontro de profissionais criativos já promovido pela Prefeitura de Santos, o Mega Feito em Santos reuniu 194 expositores.

Brasil 

No País, a tendência da economia criativa também demonstra crescimento. Levantamento realizado pelo Observatório Nacional da Indústria, em 2023, já havia apontado que a economia criativa geraria um milhão de empregos até 2030.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 7,4 milhões de pessoas trabalham com economia criativa no Brasil. A participação da economia criativa no Produto Interno Bruto (PIB) é de 3,1%, segundo o governo federal, maior que a participação de setores tradicionais da economia, como a indústria automobilística, que tem cerca de 2%.