
O cenário midiático brasileiro, sempre dinâmico e palco de intensas disputas, oferece um terreno fértil para análises e reflexões. Neste contexto, a recente apresentação da programação da Globo despertou a atenção e levantou questionamentos sobre a postura da emissora diante dos desafios e transformações do mercado. Essa postura, em especial a de emissoras que demonstram uma forte convicção em suas próprias escolhas e decisões, levanta questionamentos importantes. Tal atitude se manifesta quando ignoram a existência de eventos ou produtos que não fazem parte de sua grade, como se o que não é exibido por elas simplesmente não existisse.
É fundamental que haja respeito pela concorrência, reconhecendo o valor e a importância de outras opções disponíveis ao público. A forma como certos eventos são tratados também merece atenção, pois a ausência de um evento esportivo na grade de programação não justifica a sua invisibilidade perante o público. Da mesma forma, a falta de uma atração culinária não significa que ela não mereça reconhecimento. Essa postura pode transmitir uma visão limitada, como se a emissora fosse a única fonte de informação e entretenimento válida.
A alta audiência da Globo em diversos eventos não lhe confere o direito de desmerecer ou ignorar a concorrência, pois a exclusividade na transmissão de determinados eventos pode ser um fator determinante para a sua audiência, mas isso não significa que outras emissoras não tenham o seu valor e a sua importância. Nomes como Luciano do Valle e Galvão Bueno marcaram época e ajudaram a construir esse duelo, cada um com o seu estilo e a sua forma de narrar os eventos esportivos.
No entanto, esse duelo não pode justificar atitudes que possam ser interpretadas como desrespeitosas, como a postura da Globo no lançamento de sua programação para 2026, demonstrando que “existe vida fora da Globo”.
Sabe qual que é o ponto principal da polêmica envolvendo o lançamento da programação 2026 na rede Globo de televisão que diretamente envolve também a TV Bandeirantes? Eu vou dizer o que é seguinte, é que a piada sobre se as pessoas sabiam, o que era a fórmula 1 ainda? É porque ela foi feita, por aquele que está na bancada do considerado por muita gente o jornal nacional que até o dia 31 de outubro será conduzido pelo seu William Bonner. Se fosse um comediante qualquer essa piada de mau gosto sobre a fórmula 1 não teria repercussão alguma. Mas o seu William quis ser comediante, quis ser engraçado. Deu no que deu.
A emissora, que se intitula como aquela que “o futuro já começou”, pode não estar totalmente preparada para a pulverização da informação, que hoje emana de diversas fontes e plataformas. A insistência em se colocar como o centro do universo midiático pode ser vista como uma visão ultrapassada e desconectada com a realidade do século XXI. A piada sobre a Fórmula 1, que ficou quatro anos fora da Globo, demonstra que a emissora sentiu falta da audiência que o evento trazia. Para muitos, que deixaram de assistir à Fórmula 1 após a morte de Ayrton Senna, em 1994, pouco importa o que acontece na categoria. O desrespeito da Globo com a Band remete ao ditado “quem desdenha quer comprar”. O sucesso de programas como o “Master Chef”, que está há 12 anos no ar, demonstra que a concorrência incomoda a Globo, afinal, o programa popularizou a cozinha no Brasil e conquistou o público. No entanto, a Globo parece se considerar o único universo existente, ignorando o sucesso alheio. A novela “Beleza Fatal”, feita para o streaming HBO Max com atores com longa passagem pela Globo, é um exemplo disso.
O agradecimento de Luciano Huck ao ministro Luís Roberto Barroso por “salvar a democracia” levanta questionamentos sobre o uso da sua posição de formador de opinião para fins políticos. Ao utilizar o palco do seu programa, Huck pode estar demonstrando um desrespeito com o público e com a concessão pública que a emissora possui.
A dúvida que persiste é se essa vontade de ser candidato à presidência é pessoal ou se foi conversada com a direção da emissora? A perda de credibilidade da Globo pode ser atribuída à percepção de que ela é uma peça integrada ao sistema, que obedece a interesses maiores. A emissora pode estar ignorando a existência de um eleitorado que não votou no governo atual, demonstrando uma visão parcial e tendenciosa da realidade. A saída de William Bonner do “Jornal Nacional” pode ser uma tentativa de recuperar a imagem da emissora perante o público, mas é preciso que haja uma mudança real na sua postura e na sua forma de fazer jornalismo. Essa análise, vale ressaltar, busca ser imparcial e apresentar os fatos sob a perspectiva de um espectador.
O recado de Luciano Huck para Luís Roberto Barroso. O recado de Angélica para Lula sobre o STF :Luciano Huck, no Domingão, mandou um recado especial para Luís Roberto Barroso, ministro do STF que se aposentou: “Mandando um salve mais do que especial para o ministro Luís Roberto Barroso, que essa semana anunciou a aposentadoria antecipada do STF. Queria agradecer aos serviços prestados, pela firme defesa do nosso judiciário, pela liderança a frente do STF, do TSE.
Num momento onde a democracia brasileira foi tão testada, onde os pesos e contrapesos foram exercitados ao máximo. Essa defesa firme do nosso judiciário foi muito importante, então muito obrigado aos serviços prestados à República Federativa do Brasil.”Angélica, no programa “Angélica Ao Vivo”, fez um pedido ao presidente Lula sobre a escolha de um novo nome para o STF: “A gente está ao vivo e eu quero falar sobre uma campanha que eu inclusive postei. Nós queremos mais uma mulher no STF. Hoje nós só temos a ministra Carmen Lúcia lá.
Em 134 anos de história, o STF teve 172 ministros e só três mulheres. Isso tem que mudar. Difícil entender que o tribunal que dita os rumos do país ainda não tem a cara do Brasil. Será que o país vai perder mais uma chance de mudar esse placar? A indicação está para sair a qualquer momento. Presidente Lula, escolha uma mulher, e pra dar um passo ainda maior, que seja uma mulher negra. Não é gentileza, é justiça”
O agradecimento de Luciano Huck ao ministro Luís Roberto Barroso por “salvar a democracia” levanta questionamentos sobre o uso da sua posição de formador de opinião para fins políticos. Ao utilizar o palco do seu programa, Huck pode estar demonstrando um desrespeito com o público e com a concessão pública que a emissora possui. A dúvida que persiste é se essa vontade de ser candidato à presidência é pessoal ou se foi conversada com a direção da emissora?. É necessário dizer que parece que a mídia tradicional principalmente rádio e TV, ela ultimamente tem subestimado a inteligência do telespectador, e assim eles usam os espaços de jornalismo e entretenimento tipo o domingão com Hulk para fazer militância política, Essa é a sensação que passa para a gente que assiste TV ou ouvi rádio.
É importante ressaltar que não cabe a uma empresa de comunicação promover a si mesma de forma excessiva. A autopromoção deve ser evitada, pois o reconhecimento e a valorização de seu trabalho devem vir do público, de quem acompanha e se identifica com sua programação e conteúdo. O poder econômico da Globo é inegável, o que lhe permite ter acesso a todo tipo de evento e conteúdo. No entanto, é fundamental que a emissora tenha a noção exata do mundo em que vive, reconhecendo a importância da concorrência e respeitando a diversidade de opiniões e de plataformas de comunicação. A Globo demorou para entender o mundo do século XXI, mas agora busca se conectar com a linguagem atual através da “ge TV”.
Em suma, a postura da Globo demonstra uma possível falta de preparo para o futuro, que exige uma visão mais plural e conectada com a realidade do mundo contemporâneo. A análise do cenário midiático brasileiro revela a importância de uma visão mais plural e conectada com a realidade do mundo contemporâneo, onde as emissoras precisam respeitar a concorrência, valorizar a experiência dos profissionais, buscar a credibilidade e evitar a autopromoção excessiva. Somente assim será possível construir um futuro mais justo e igualitário para a comunicação no país.
A recente mudança na bancada do “Jornal Nacional”, com a saída de William Bonner e a entrada de César Tralli e Renata Vasconcellos a partir de 3 de novembro, reacende discussões sobre etarismo na mídia. A demissão da jornalista portuguesa Dina Aguiar, após 47 anos na RTP (Rádio e Televisão de Portugal), e a própria saída de William Bonner do “Jornal Nacional” (ainda que por razões possivelmente diferentes) servem como exemplos emblemáticos. Eles ilustram como a idade e a necessidade de renovação podem ser fatores determinantes na carreira de profissionais da comunicação, tanto no Brasil quanto no mundo.
Esses casos trazem à tona a persistente questão do etarismo, a discriminação por idade, que afeta especialmente as mulheres na televisão. A saída de profissionais experientes como Dina Aguiar levanta preocupações sobre a valorização da sabedoria e do talento acumulados ao longo de décadas de trabalho. A mídia, que tem o poder de influenciar a percepção do público, precisa refletir sobre suas práticas e promover uma cultura que celebre a diversidade etária e reconheça o valor da experiência.



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