
Os caminhoneiros autônomos encerraram a greve no início da noite desta terça-feria (14), logo após o Senado aprovar a Medida Provisória (MP) 1.343/2026 que prevê penalidades para transportadores que não respeitarem o piso mínimo do frete, cria a obrigatoriedade de cadastro para operações de transporte terrestre de cargas, entre outros benefícios para a categoria. Por volta das 18h30, o presidente do Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista e Vale do Ribeira (Sindicam), Luciano dos Santos confirmou o fim da paralisação.
A votação da proposta conhecida como a MP do Frete era a principal reivindicação dos caminhoneiros autônomos, que paralisaram as atividades à zero hora de segunda-feira (13) e pretendiam estender o movimento até a aprovação, uma forma de pressionar o senador Davi Acolumbre (Republicanos), presidente da Casa, a pautar a votação, uma vez que a MP perderia a validade na quinta (16).
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No Porto de Santos, os trabalhadores mantiverm pontos de concentração próximos ao viaduto da Alemoa, em Santos, e nos acessos ao Guarujá, sobretudo na Rua do Adubo. Nesta terça-feira, a Rodovia Cônego Domênico Rangoni sentiu os reflexos da paralisação. Houve 7 km de congestionamento devido ao alto fluxo de veículos. Na Alemoa, houve confronto entre policiais militares e um manifestante.
Segundo a Ecovias, concessionária que administra do Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI), o congestionamento desta terça foi registrado entre os quilômetros 269 e 262, em razão do alto fluxo de veículos com destino aos pátios reguladores da região. A lentidão atingiu aproximadamente sete quilômetros de extensão.
O aumento no volume de caminhões ocorreu em meio à mobilização nacional da categoria. Apesar dos reflexos no sistema viário, não houve registro de bloqueios na Cônego. A Ecovias informou que a retenção foi causada pelo elevado fluxo de veículos em direção aos pátios reguladores e pelo impacto do trânsito na Avenida Plínio de Queiroz, um dos principais acessos ao Porto de Santos, situação que acabou provocando efeito cascata sobre a rodovia.
Além da Cônego Domênico Rangoni, outros trechos do Sistema Anchieta-Imigrantes apresentaram lentidão durante a manhã. A concessionária informou que equipes operacionais permaneceram mobilizadas para monitorar as condições de tráfego e reduzir os impactos aos usuários.
A mobilização dos caminhoneiros também provocou alterações temporárias no transporte coletivo da região. Linhas intermunicipais operadas pela BR Mobilidade tiveram itinerários modificados devido às dificuldades de circulação na Cônego Domênico Rangoni, enquanto órgãos responsáveis pelo sistema viário seguiram acompanhando a evolução da paralisação e seus reflexos sobre o acesso ao Porto de Santos.


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