Economia

São Vicente prevê 6 mil novos empregos com Lei de Ocupação

10/10/2025 Mariana Nerome
Divulgação/ PMSV

Restaurantes, hotéis e bares em áreas privilegiadas da cidade. É isso que São Vicente passa a oferecer com uma nova lei de ocupação do solo. A mudança na legislação urbana libera seis regiões estratégicas para receber empreendimentos de turismo e gastronomia. A aposta da prefeitura é simples: facilitar a vida de quem quer investir para gerar mais empregos e movimentar a economia local. Segundo a secretaria de turismo do município, seis mil novos postos de trabalho serão gerados.

São Vicente instituiu seis Zonas Especiais de Turismo (ZETs) por meio da Lei Complementar 1142/23. As áreas definidas ficam no Horto, Ilha Porchat, Morro dos Barbosas, região do Turismo Náutico, Orla e Prainha. Agora, a legislação permite a instalação de estabelecimentos gastronômicos, espaços culturais, hotéis, pousadas, apart-hotéis, bares, marinas, quiosques, lojas de artesanato e agências de viagens.

Para o prefeito de São Vicente, Kayo Amado (PODE), a lei não é apenas uma atualização legal, é um convite aberto ao investimento, uma declaração de que a cidade está pronta para um novo ciclo de crescimento.

“Temos a expectativa de anunciar em breve novos empreendimentos que já estão em fase avançada de negociação, confirmando o potencial dessa legislação para transformar nosso município em um destino turístico de referência, com mais lazer para o vicentino e mais recursos para o desenvolvimento local”, declara Kayo.

EMPREGO

A secretária de Turismo de São Vicente, Juliana Santana, afirma que a geração de empregos depende da adesão da iniciativa privada. “Considerando o desenvolvimento completo das ZETs, projetamos um potencial de mais de 6 mil novos postos de trabalho em toda a Cidade”, diz.

A gestora ressalta que se trata de um projeto de longo prazo. “O impacto será consolidado ao longo dos próximos anos, transformando de forma sustentável a nossa economia”, complementa Juliana.

EFEITO

A secretária destaca que o turismo movimenta uma rede ampla de atividades econômicas. “Estudos indicam que ele impacta cerca de 52 setores diferentes da economia”, afirma.
Juliana explica que a presença de turistas gera demanda em farmácias, mercados, locação temporária de imóveis, estacionamentos e comércio. “A própria construção e manutenção da infraestrutura necessária das ZETs aquecerá setores como a construção civil, arquitetura, design, entre outros”, acrescenta.

Santana menciona ainda os setores de eventos, entretenimento, artesanato local e a cadeia náutica como áreas que receberão impulso direto. “A longo prazo, pretendemos fortalecer nossa imagem como destino turístico, beneficiando o mercado imobiliário e a economia criativa”, diz.

ESTRATÉGIA

Questionada sobre a concorrência com municípios vizinhos, Juliana aponta a disponibilidade de terrenos como diferencial.

“Emplacamos nosso grande diferencial competitivo: São Vicente possui espaços estratégicos que permitem a instalação de grandes projetos, como resorts, centros de convenções e complexos de entretenimento, áreas que talvez não tenham mais espaço em cidades vizinhas. Isso nos coloca em uma posição privilegiada para atrair investidores que buscam projetos transformadores e de impacto”, explica.

A secretária define a estratégia como uma oferta complementar na Baixada Santista. “Estamos convidando o mercado a redescobrir a Cidade, não como uma concorrente, mas sim como a próxima fronteira de desenvolvimento turístico”, finaliza.