
Santos recebe neste domingo (5) a primeira edição da Corrida Inclui TEA, evento que une esporte, inclusão e conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Serão 1150 participantes completando cinco quilômetros pela orla, com largada e chegada próximo ao Aquário, na Ponta da Praia.
A prova terá início às 7h. Na sequência, às 9h, será a vez da Caminhada Neurodiversa, com 500 metros, reunindo 300 pessoas com TEA e outras neurodiversidades, em um momento de integração e participação.
“A Corrida Inclui TEA é um projeto incentivado que demonstra como o investimento social, por meio das leis de incentivo, pode transformar realidades. Mais do que uma corrida, é uma iniciativa que promove inclusão, conscientização e qualidade de vida, utilizando o esporte para aproximar pessoas e ampliar as oportunidades para as pessoas com TEA e suas famílias”, destaca Diego Nunes, da organização do evento.
Todos os inscritos devem retirar o kit da corrida no sábado (4), das 11h às 18h, na Universidade Santa Cecília – Unisanta (Rua Oswaldo Cruz, 277, Boqueirão).
EXEMPLO
Quando se fala em TEA, geralmente a atenção é voltada para o diagnóstico em crianças, mas há casos de pessoas que identificam a condição apenas na fase adulta. Um exemplo é Gabrielle Mendes, de 34 anos, diagnosticada aos 33. Também mãe atípica e professora de pole dance, ela se inscreveu na corrida e busca garantir a sua melhor marca na prova.
“Vou para buscar meu RP (recorde pessoal), é um percurso ótimo”, revela, destacando a importância da prova como inclusão.
“O esporte já é uma ferramenta muito importante para qualquer pessoa. Para muitos autistas, também contribui para a regulação emocional, concentração, autoestima e autoconfiança. Além de conscientizar, a Corrida Inclui TEA promove inclusão na prática, com estrutura voltada às pessoas atípicas e apoio às famílias”, diz Gabrielle.
Ela começou a treinar corrida em janeiro deste ano, motivada pelo desafio pessoal e pela vontade de dividir a atividade com o marido. Em algumas provas, chegou a se inscrever como PCD por sua condição, mas agora largará no pelotão geral, após uma reflexão pessoal.
“Ainda estou elaborando essa questão. Tenho dificuldades que pessoas neurotípicas não têm, principalmente relacionadas aos estímulos sensoriais e à aglomeração na largada. Às vezes, a minha frequência cardíaca é mais alta na largada do que quando estou num sprint, por exemplo, mas hoje faz mais sentido buscar minha melhor marca na prova”, explica.



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