Metrópole

Santos oferece tratamento gratuito para quem quer parar de fumar

30/05/2025 Da Redação
Divulgação/PMS

Cidade registra mais de mil pessoas que venceram o vício com apoio das policlínicas

O Dia Mundial sem Tabaco é comemorado neste sábado (31 de maio), data instituída em 1987 pela Organização Mundial da Saúde (OMS). E para combater este problema de saúde pública, Santos tem, desde 2014, o Programa de Atenção Intensiva ao Tabagista. São grupos que ajudam pessoas a largar o vício. Mais de 2,4 mil pessoas já participaram dos encontros nas policlínicas e, destas, 1086 conseguiram parar de fumar.

Com sete encontros multidisciplinares incluindo rodas de diálogo, abordagem e sensibilização com foco nos prejuízos à saúde, a iniciativa atualmente é oferecida nas policlínicas Embaré, Bom Retiro, Campo Grande, Estuário, Gonzaga, Marapé, Martins Fontes, Monte Cabrão, Morro José Menino, Vila Mathias e Valongo (confira os endereços em https://www.santos.sp.gov.br/?q=servico/enderecos-das-unidades )

Durante o ano, três turmas são formadas e o tratamento dura três meses. A necessidade de cada paciente é avaliada de acordo com a sua demanda. Caso seja necessário, também pode haver ajuda de medicamentos, fornecidos integralmente pelas unidades de saúde.

Novos grupos

Novos grupos iniciarão em breve nas unidades José Menino/Pompeia, Rádio Clube, Gonzaga, Valongo e Vila Mathias. As inscrições devem ser realizadas nestas unidades. Não é necessário residir especificamente no bairro, apenas na Cidade.

Quem já tem cadastro na policlínica, precisa só levar documento com foto. Para quem ainda está cadastrado, é necessário também o comprovante de residência.

Integração

Na manhã de sexta-feira (30), 15 integrantes do programa na unidade do Embaré participaram do quarto encontro. O comerciante Donizeti de Castro Correia, 69 anos, frequenta o grupo há três meses. “No começo é muito difícil. Já é a quinta vez que tento parar de fumar, mas agora, vindo nas reuniões, estou bem melhor. Não é fácil sair deste vício. Vi que sozinho não conseguiria e precisava de ajuda”, contou ao descrever suas mais de três décadas de vício e quase duas carteiras tragadas por dia. “Hoje fumo um a dois cigarros por dia, e às vezes um a cada dois dias. Me sinto um vencedor”, acrescentou.

“Essas ações são importantes para ampliar a visibilidade da prevenção e do controle do tabagismo, além de reforçar com a população os efeitos nocivos e letais do uso do tabaco, assim como a exposição ao fumo passivo”, ressaltou o coordenador do programa, Rogério Kreidel.