
Um investimento de R$ 7,5 bilhões em água e saneamento para a Baixada Santista é a previsão da Sabesp até 2029. Obras ampliarão os sistemas de água e esgoto na região, beneficiando tanto os moradores quanto os turistas. Deste montante, R$ 3 bilhões já estão contratados e com serviços sendo executados. Um dos principais investimentos é o de R$ 134,7 milhões, para instalação de tubulações subaquáticas no canal do Porto de Santos, levando água de Santos, produzida na Estação de Tratamento de Água (ETA) Cubatão, para Guarujá.
A obra beneficiará mais de 450 mil pessoas, tem o objetivo de garantir a segurança hídrica na região e deve ser concluída no segundo semestre de 2026. A travessia terá 5,56 quilômetros de extensão, sendo 700 metros de forma subaquática, ou seja, sob o canal do Porto. A capacidade de abastecimento dessa nova linha impressiona: 500 litros a mais de água por segundo para a cidade – volume que enche uma piscina olímpica em apenas uma hora e 22 minutos.
No primeiro ano de desestatização da Sabesp, entre janeiro de 2024 e junho de 2025, a companhia expandiu o acesso à água potável e tratamento de esgoto na Baixada. Cerca de 80 mil pessoas passaram a receber abastecimento de água, enquanto 135 mil obtiveram acesso ao tratamento de esgoto. Segundo o prefeito de Santos, Rogério Santos, a região, principalmente o seu município, possui um dos melhores indicadores do Brasil em qualidade de vida., mas ainda demanda melhorias.
“Mesmo com todo esse desenvolvimento humano, ainda temos áreas de invasão e áreas de vulnerabilidade. Santos é exemplo em saneamento básico e começa com o Saturnino de Brito, com o primeiro plano urbano do Brasil, com os canais, e avançou ao longo dessas décadas com a Sabesp”, afirma o chefe do executivo. “Precisamos fazer mais. E, às vezes, para fazer diferente, precisa ter muita coragem. E é essa coragem que foi a privatização da Sabesp”, destaca o prefeito.
No Estado de São Paulo, os dados mostram que 524.448 residências passaram a contar com tratamento de esgoto, beneficiando 1.428.944 pessoas, nesse primeiro ano de desestatização A ampliação da coleta chegou a 503.875 imóveis, atendendo 1.371.599 pessoas. Para o fornecimento de água, foram conectados 484.968 imóveis ao sistema, levando o serviço a 1.320.390 moradores.
Segundo a entidade, foi cumprida antecipadamente a meta de fornecimento de água estabelecida para o fim de 2025. Para coleta e tratamento de esgoto, a meta deve ser atingida durante o segundo semestre deste ano.
MUNICÍPIOS
O projeto que permite o saneamento básico para todas as pessoas no Estado envolve investimento de R$ 70 bilhões e prevê atendimento a 371 municípios até 2029, quatro anos antes da meta nacional de 2033. De acordo com a companhia, a antecipação do tratamento para 2029 evitará o descarte de 3,8 bilhões de litros de esgoto.
O governador Tarcísio de Freitas enfatiza que cada município possui anexo individualizado no projeto.
“A gente está se permitindo sonhar e ir além. Nós estamos construindo um grande legado, São Paulo continuará a ser referência. Esse foi um movimento de muita coragem, estudo e crença. É possível sim transformar o saneamento básico, mas só é possível porque nós temos os melhores”, afirma o governador.
Para o diretor-presidente da Sabesp, Carlos Piani, que falou no evento do primeiro ano da desestatização da empresa, realizado nesta semana, em São Paulo, a universalização do saneamento é uma revolução silenciosa que impacta diretamente a saúde, o meio ambiente e o futuro das famílias.
“Nosso objetivo é levar o tratamento de esgoto para 1 milhão de imóveis até o fim deste ano. Isso mostra que a universalização não é só um plano — ela já está acontecendo e mudando a vida das pessoas”, afirma Piani.
ÁREAS
A Sabesp também acelerou o ritmo das instalações das redes de água, coleta e tratamento de esgoto em áreas informais. Antes da desestatização, a empresa não podia atuar nessas áreas. Mais de meio milhão de paulistas em localidades de alta vulnerabilidade social recebeu acesso aos serviços de saneamento pela primeira vez. O projeto ainda prevê 280 mil novas ligações de esgoto e 170 mil de água, beneficiando aproximadamente 600 mil pessoas, com investimento de R$ 1,9 bilhão e conclusão prevista para dezembro de 2026.
Além das áreas informais, a companhia iniciou o programa de saneamento rural, área também vedada antes da desestatização. A iniciativa abrange aproximadamente 821 mil domicílios rurais em 20 frentes regionais.
UNIDADE REGIONAL
A secretária estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natalia Resende, ressalta a criação da Unidade Regional de Saneamento (URAE). “Nós criamos uma inovação com esta unidade. Um mecanismo muito inteligente de olhar para cada município, cada um de vocês, e de olhar a região. A URAE é para isso”, declara.
Resende destaca que o mecanismo permite regionalização do saneamento e acompanhamento individualizado das necessidades municipais. “Nós teremos desafios? Sim! Mas nós cumpriremos as metas, nós estamos integrados, temos governança e a melhor regulação do mundo”, afirma.



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