Metrópole

Revitalizado, Mercado Municipal de Santos é entregue

26/01/2026 Da Redação
Fernando Yokota

No aniversário de 480 anos de Santos, celebrado nesta segunda (26), o Centro Histórico recebeu mais um equipamento completamente revitalizado. O Mercado Municipal – Centro Cultural Plínio Marcos foi entregue para se tornar o novo polo da economia criativa.

Aberto inicialmente apenas para eventos, o prédio, datado do ano de 1902, foi totalmente restaurado e reformado. A obra no edifício, a cargo da Secretaria de Obras e Edificações (Seobe), envolveu o restauro externo e a reforma interna.

O objetivo da revitalização é oferecer uma mistura de comércio tradicional e economia criativa, com uma variedade de opções, harmonizando a venda de produtos frescos e especializados com experiências culturais e gastronômicas, além de artesanato.

O teto é em PVC imitando madeira. Há, também, guarda-corpos em vidro na altura padrão de 1,10m. Já os ambientes no mezanino para coworking e, no segundo pavimento, para os restaurantes, contam com piso em porcelanato, cerâmica nas paredes e forro de gesso.

“Vai ser um mercado de oportunidades para todas as pessoas da Baixada Santista, mas, principalmente, as que moram aqui. Preparamos o território com mobilidade e qualificação. Temos o Instituto Técnico Federal, que será no anexo, e a reformulação de toda essa área como turística”, afirma o prefeito Rogério Santos (Republicanos).

No restauro e reforma do Mercado, foram investidos R$ 32 milhões, sendo cerca de R$ 18,1 milhões do Governo do Estado, R$ 5,3 milhões do Fundo Municipal de Desenvolvimento Urbano (Fundurb) e R$ 9,4 milhões do Município.

PLÍNIO MARCOS

O novo Mercado Municipal foi batizado em homenagem a um dos maiores dramaturgos do Brasil, o santista Plínio Marcos, que ambientou parte de sua obra na região em que o prédio se encontra.

Nascido em Santos, em 29 de setembro de 1935, Plínio Marcos começou sua trajetória artística como palhaço de circo e ator de rádio, antes de se tornar um dos dramaturgos mais importantes do País. Sua primeira peça, Barrela (1958), foi censurada por mais de 20 anos, devido ao retrato fiel da vida de presidiários.

Autor de obras como Navalha na Carne, Dois Perdidos Numa Noite Suja, Abajur Lilás e Madame Blavatsky, Plínio construiu uma dramaturgia popular, de linguagem direta e contundente, que expõe as contradições sociais e a dignidade humana nos espaços de exclusão.

Além do teatro, Plínio atuou em cinema, televisão e literatura, e foi também jornalista, cronista e militante da cultura popular.