
Avanço do mar entre os canais 4 e 5 destrói calçadão e interdita vias
A ressaca registrada na tarde de terça-feira (29) provocou danos significativos na orla de Santos, especialmente no trecho entre os canais 4 e 5, no bairro do Boqueirão. O avanço das ondas sobre o calçadão e a Avenida da Praia causou erosão do solo, rompimento do pavimento e queda de estruturas, como muretas, bancos, brinquedos de praças e lixeiras.
De acordo com dados do sistema Aquasafe, a maior altura de onda registrada foi de 3,98 metros, às 18h30 de terça-feira. Já na manhã desta quarta-feira, às 7h30, as ondas ainda atingiam 3,07 metros, segundo medições feitas na Ilha das Palmas.
A força do mar abriu crateras no calçadão, danificou a pavimentação de avenidas como Rei Pelé e Bartolomeu de Gusmão e exigiu a interdição de trechos viários e áreas de circulação de pedestres e ciclistas. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-Santos) atuou com 60 agentes e chefias em desvios e rotas alternativas durante a manhã. Com o recuo parcial da maré, o desvio que vinha sendo feito na Avenida Ana Costa (sentido José Menino/Ponta da Praia) passou a ser realizado na Rua Oswaldo Cruz, com a via liberada após o Aquário Municipal. A Avenida Epitácio Pessoa e as avenidas Francisco Glicério e Afonso Pena também são opções para quem se dirige à Ponta da Praia, com trânsito fluindo em ambas as rotas.
Equipes da Secretaria das Prefeituras Regionais (Sepref) e da empresa Terra Santos iniciaram, nas primeiras horas da manhã, uma força-tarefa com 208 funcionários, 16 caminhões basculantes e uma pá carregadeira. Os trabalhos incluem retirada de entulhos, limpeza de áreas afetadas, reconstrução de estruturas danificadas e desobstrução de vias. A previsão é de que a recuperação total da orla leve cerca de um mês.
A Defesa Civil está realizando vistorias em todas as estruturas comprometidas, como muretas, calçadas e equipamentos urbanos, e irá encaminhar um relatório técnico para as secretarias municipais responsáveis. A população segue orientada a evitar a orla, especialmente durante a maré alta, enquanto os trabalhos de contenção e reparo são executados.




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