
O mercado brasileiro vive um momento em que empreender com tecnologia é uma necessidade. Aplicativos que facilitam o dia a dia, plataformas que conectam pessoas e serviços que otimizam processos surgem com frequência e alta necessidade no ambiente empresarial. No cenário estadual e regional não é diferente. A região administrativa de Santos (Santos, São Vicente, Peruíbe e Praia Grande) concentra 65 empresas de inovação e startups ativas em 2025, segundo dados da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), a partir da base do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) e da Receita Federal. Esse número posiciona a cidade como a quarta região do estado em concentração dos negócios.
Pela definição mais objetiva, uma startup é uma empresa emergente, geralmente tecnológica, que busca encontrar um modelo de negócios repetível e escalável para um produto ou serviço inovador, operando em um ambiente de extrema incerteza. Seus pilares são a inovação, que propõe novas soluções, capacidade de crescimento rápido sem custos proporcionais.
Para o sócio-fundador da T2S, Ricardo Pupo Larguesa, é possível perceber uma oferta muito diversificada de novos produtos e, também, de novas empresas. “Como acompanho de perto o mercado, sei que há muita articulação de várias entidades promovendo este crescimento”, afirma.
Para o empreendedor, o mercado de startups transcende demandas locais. “Toda empresa de base tecnológica pensa no mínimo em escala nacional. Dessa forma, a localização da empresa não importa. Creio que há sim demanda para esses empreendimentos”, explica.
Por outro lado, Pupo ainda destaca os desafios específicos para o município de Santos: “quando a empresa depende de trabalhadores presenciais ela sofre para achar mão de obra qualificada. O custo de vida atrapalha, e a mobilidade na região da Baixada Santista apresenta problemas. A maioria das pessoas mora numa cidade, mas trabalha em outra”.
“Creio que há uma mudança de cultura, e alguma desburocratização. O acesso a capital é péssimo no Brasil, mas há algumas linhas governamentais de fomento e empréstimos disponíveis. Mas muitas startups acabam encontrando financiamento viável através de investidores anjos ou venture capital”, ressalta Ricardo.
PERSPECTIVAS
Sobre o potencial da região, o empresário vê perspectivas: “Há potencial sim, mas muita coisa precisa mudar. Uma maior articulação que mapeie as iniciativas e as promova poderia impulsionar esses novos empreendimentos”.
CENÁRIO ESTADUAL
O estado de São Paulo registrou um crescimento de empresas de inovação e startups de 6 unidades em 2021 para 1.881 em 2025. Os dados consideram empresas enquadradas no programa Inova Simples, modalidade jurídica que facilita a formalização de startups e negócios inovadores.
A Região Metropolitana de São Paulo lidera com 69,2% do total das empresas ativas (1.301), seguida pelas regiões administrativas de Campinas (144), São José dos Campos (93) e Santos (65).
Por atividade econômica, predominam os serviços administrativos (341 empresas), tecnologia da informação (307) e educação (250).


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