
O presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), Anderson Pomini, disse nesta quinta-feira (26) que o cheque no valor de R$ 250 mil recebido por ele em 2022, refere-se a serviços advocatícios prestados ao Partido Socialista Brasileiro (PSB). Investigações da Polícia Federal (PF) apontam que o valor teria sido repassado ao ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Alessandro Stefanutto.
Em manifestação, o presidente da APS afirmou que os valores recebidos se referem aos serviços advocatícios prestados ao Partido. O PSB nega.
Pomini foi mencionado em uma investigação da Polícia Federal a respeito de um suposto esquema de descontos indevidos sobre aposentados. Segundo um relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), o dirigente teria recebido R$ 250 mil que, de acordo com os investigadores, seriam destinados ao então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto. Pomini foi alvo de mandado de busca e apreensão em novembro de 2025, dentro da Operação Sem Desconto.
A investigação também aponta que, em outubro de 2022, Pomini recebeu um cheque nominal ligado a operadores da Conafer, entidade investigada por supostos descontos irregulares em benefícios previdenciários. Mensagens interceptadas pela PF indicam que o valor de R$ 250 mil seria destinado ao codinome “Italiano”, identificado pelos investigadores como Stefanutto.
A Conafer teria recebido R$ 708 milhões do INSS, dos quais R$ 640 milhões teriam sido desviados por meio de empresas de fachada.
LEIA A NOTA NA ÍNTEGRA
“Inicialmente, registro meu sincero agradecimento às inúmeras manifestações de apoio recebidas de profissionais, amigos e representantes dos mais diversos segmentos da sociedade, que reafirmaram sua confiança na minha trajetória e na convicção de que a verdade prevalecerá, distinguindo com clareza as vítimas dos efetivos responsáveis por eventuais irregularidades.
O valor mencionado foi recebido a título de honorários advocatícios por serviços regularmente prestados ao PSB Nacional, nos termos de procuração válida e formalmente constituída. Ressalte-se que entendimento consolidado em instância superior não impõe ao advogado o dever de investigar a origem dos recursos que recebe no regular exercício profissional.
As medidas judiciais cabíveis já foram adotadas perante a instância competente, e aguardo, com serenidade e confiança, a apreciação e decisão que certamente restabelecerá a plena verdade dos fatos.
Permaneço, como sempre estive, à disposição das autoridades e da sociedade para quaisquer esclarecimentos que se façam necessários.
Tenho plena confiança na Justiça.
Anderson Pomini”.



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