
A Prefeitura de Santos estuda quais medidas legais vai adotar para reaver o espaço na Ponta da Praia onde planeja construir uma Vila Criativa e ampliar a policlínica do bairro. Apesar de a cessão da área para a Associação Beneficente Osvaldo de Rosis (Abor) ter sido revogada e o termo de fomento encerrado, a entidade não deixou o local – o prazo se esgotou sábado (11).
Os gestores da entidade anunciaram ontem que estudam entrar na Justiça para continuar utilizando o espaço público, pertencente ao município, para as suas atividades. “Todas as medidas jurídicas cabíveis estão sendo adotadas, com o objetivo de assegurar a continuidade dos atendimentos prestados aos munícipes”, diz nota da entidade.
Na semana passada, a Prefeitura anunciou que o termo de fomento com a ABOR, que se encerrou no sábado (11), não será renovado, pois tem outros planos para o local: a construção de uma Vila Criativa e a ampliação da policlínica da Ponta da Praia.
Segundo a Prefeitura, as atividades hoje desenvolvidas no local continuarão a ser realizadas e os profissionais serão aproveitados. “Todas as práticas esportivas e professores serão mantidos e que a mudança possibilitará o incremento de cursos de qualificação profissional e de promoção à saúde, além de otimizar os recursos públicos já destinados ao atual equipamento, que terá todas as atividades 100% gratuitas”, afirma a secretária de Comunicação e Economia Criativa, Selley Storino.
Ela acrescenta que a nova Vila Criativa ampliará sua vocação comunitária com oficinas artísticas, cursos de qualificação profissional e aulas voltadas à promoção da qualidade de vida, como dança, pilates e ginástica. Todas as atividades serão gratuitas e abertas à comunidade.
O projeto da Vila Criativa inclui também aquecimento da piscina, colocação de grama sintética no campo de futebol e nova pintura.
A ABOR começou a atuar no local há 25 anos, oferecendo atividades esportivas e de promoção de saúde. Além da cessão do terreno municipal a entidade vinha recebendo, desde de 2019, recursos públicos por meio de um termo de fomento. Nos últimos 12 meses, foram R$ 249,48 mil.
Rui de Rosis Júnior afirma que o fim da parceria com o poder público municipal, que durou 15 anos, tem conotação política, por fazer críticas ao governo municipal. “Cabe a mim, como vereador, fiscalizar essa ação e a motivação do prefeito. Rogério Santos não é proprietário da cidade e não tem o direito de usar a estrutura pública para perseguir uma entidade, causando danos às pessoas atendidas, com o objetivo de tentar calar a minha atuação no Legislativo”, diz.
A Prefeitura nega qualquer conotação política e afirma que a mudança busca consolidar o conceito das Vilas Criativas e permitir a ampliação da políclínica, que possui as mesmas dimensões há décadas – apesar do aumento no número de atendimentos. Serão construídos mais 400 m².
Alguns integrantes do governo avaliam que é justamente o contrário. Sob condição de anonimato, afirmam que a família De Rosis (primeiro Rui pai e agora Rui Júnior) se aproveitavam da visibilidade das atividades da ABOR para extrair proveitos eleitorais.


O prefeito de Santos Rogerio Santos deveria se preocupar com o Rebouças, lá é que deveria ser feita está vila criativa pois lá o espaço é amplo mas as obras que estavam havendo,estão paradas abandonadas,enfim o Rebouças está jogado as traças. O Abor existe há anos e está cuidado,em time que tá ganhando não se mexe. Santos esta largada também,com moradores de rua aos montes,Santos esta afundando . Prefeito tem que fazer essa vila criativa é no Rebouças, lá é mais espaçoso . Desperdício de dinheiro público