
Os prefeitos do Litoral Sul são mal avaliados pelos eleitores de suas cidades, segundo revela pesquisa do Instituto Badra, divulgada ontem. O pior desempenho é o da prefeita de Mongaguá, Cristina Wiazowski (PDS), que é reprovada por 76,2% dos ouvidos e aprovada por apenas 20%.
Já o prefeito de Praia Grande, Alberto Mourão (MDB), é o mais bem avaliado entre cinco chefes de Executivo da Baixada Santista (Praia Grande, Cubatão, Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe). Ele é aprovado por 69,8% dos entrevistados e reprovado por apenas 26,9%.
O levantamento foi realizado na última semana de abril, entrevistando 1.060 eleitores de cada cidade.
Elevado e consistente
A curva histórica medida pelo Instituto Badra mostra que Alberto Mourão (MDB) mantém índices elevados e consistentes de aprovação popular. Em abril de 2025, o prefeito registrava 63,2% de aprovação contra 31,2% de reprovação. Já em agosto de 2025, a aprovação alcançou o pico da série, chegando a 77,4%, enquanto a reprovação caiu para 16,5%. Em dezembro de 2025, os índices ficaram em 70,0% de aprovação e 20,6% de reprovação. Agora, em abril de 2026, a aprovação aparece em 69,8%, contra 26,9% de reprovação.
Do total de entrevistados, 64,% avaliam a governo dele como “ótimo”; 36,4% como “bom”, 42,3%, “regular”; 6,8%, “ruim”; 7,7% como “péssima”. Apenas 0,4% disseram não saber avaliar.
Reprovação sobe
Já o prefeito de Cubatão, César Nascimento (PSD), é considerado “ótimo” por 6,4%; “bom” por 31,9%; “regular” por 43,2%; “ruim” por 9,1% e “péssimo” por 7,5%. Outros 1,9% disseram não saber avaliar.
Em abril de 2025, Nascimento iniciou o atual ciclo administrativo com 67,2% de aprovação e apenas 18,5% de reprovação. Em agosto de 2025, a aprovação caiu para 63,0%, enquanto a reprovação subiu para 21,6%. Já em dezembro do mesmo ano, os números mostraram relativa estabilidade, com 61,3% de aprovação e 18,5% de reprovação. Agora, em abril de 2026, a aprovação permanece elevada, em 60,9%, mas a reprovação dá um salto importante, chegando a 34,1%, o maior índice da série histórica.
Ladeira abaixo
Cristina Wiazowski (PSD), de Mongaguá, é avaliada como “péssima” por 36,0% dos entrevistados; “ruim” por 22,8%, ““regular”, por 31,9%; boa por apenas 8,7%; e “ótima” por 0,2%. Outros 0,4% disseram não saber avaliar.
Em agosto de 2025, a prefeita registrava 57,1% de aprovação contra 23,5% de reprovação. Já em dezembro do mesmo ano, os índices praticamente inverteram de posição: a aprovação caiu para 23,4%, enquanto a reprovação subiu para 64,0%. Agora, na rodada de abril de 2026, a trajetória negativa se intensifica, com a aprovação chegando a 20,0% e a reprovação alcançando 76,2%.
Desaprovação mantida
Tiago Cervantes (Republicanos), de Itanhaém, é considerado “péssimo” por 29,4% dos entrevistados; “ruim”, por 20,8%; “regular”, 38,7%; “bom”, por 8,9%; e “ótimo”, por 1,7%. Não souberam opinar, 0,6%.
Em abril de 2025, Cervantes registrava 24,7% de aprovação e 64,2% de reprovação. Em agosto de 2025, os números passaram para 24,8% de aprovação e 70,6% de reprovação. Já em dezembro de 2025, houve leve oscilação, com 23,0% de aprovação e 67,5% de reprovação. Agora, em abril de 2026, a aprovação aparece em 23,3%, enquanto a reprovação alcança 71,5%.
Reprovação histórica
Em abril de 2025, Felipe Bernardo (PSD), de Peruíbe, registrava 51,4% de aprovação contra 32,3% de reprovação. Já em agosto de 2025, os números se inverteram: a aprovação caiu para 35,2%, enquanto a reprovação subiu para 50,7%. Em dezembro de 2025, a aprovação apresentou leve recuperação, chegando a 40,9%, mas a reprovação continuou elevada, em 53,0%. Agora, em abril de 2026, a aprovação desaba para 24,7%, enquanto a reprovação atinge 69,8%, o maior índice da série histórica.
Neste levantamento, 21,9% avaliam a gestão como “ruim”; 25,3%, “péssima”; 43,4%, como “regular”; 8,3% consideram “boa”; somente 0,8% classificam como “ótima”. Outros 0,4% disseram não saber avaliar.


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