
No Dia Mundial da Conscientização do Autismo (2), o prefeito de Santos, Rogério Santos (Republicanos), e o deputado federal Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) anunciaram a construção de uma escola pública destinada a atender autistas na Zona Noroeste. Orçada em R$ 17 milhões, a obra será viabilizada graças a emenda federal destinada pelo parlamentar.
Experiência pessoal
Durante a inauguração da Clínica de Neurodesenvolvimento para atender servidores e seus dependentes, também no dia 2, o prefeito recordou quando atendeu pela primeira vez, como dentista, uma criança com o Transtorno do Espectro do Autista (TEA). “Eu tinha experiência (com pacientes) com Síndrome de Down e outras síndromes, mas nunca com autismo. E, naquele momento, aprendi que todos eram diferentes, cada criança tem sua peculiaridade”.
Nova unidade na Zona Noroeste
O prefeito destacou que a primeira escola pública destinada a atender autistas foi criada em Santos, em 2020. Rogério anunciou também que será implantada uma nova unidade, na Zona Noroeste, graças a emenda federal de R$ 17 milhões destinada pelo deputado federal Paulo Alexandre Barbosa (PSDB).
Mais dinheiro
Técnicos da Secretaria de Governo de Santos estimam que a arrecadação municipal em 2026 terá um aumento de 11%, o que equivale a um incremento de receita de aproximadamente R$ 528 milhões. O aumento se dará principalmente com o crescimento da atividade portuária.
Homenagem a Capistrano
“25 anos sem David” é o nome do evento que acontece quinta-feira (10), às 19h, na sede do Sindicato dos Bancários de Santos, em homenagem ao ex-prefeito David Capistrano Filho. O evento busca destacar a atuação dele no fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).
Ano que vem
O pacotão “SP pra toda obra”, que prevê investimentos de R$ 30 bilhões em mais de 1,5 mil projetos, lançado pelo governador Tarcísio de Freitas não inclui a terceira pista da Imigrantes. “O projeto está andando bem, no ano que vem o projeto executivo estará pronto”.
SÓ SEI QUE FOI ASSIM…

Gênio indomável
Defensor do atendimento de saúde universal e gratuito, o sanitarista David Capistrano Filho quase foi parar na cadeia. Em 1989, ele era secretário de saúde de Santos e enfrentava, de frente, a proliferação da Aids na cidade. Entre as medidas, a distribuição de seringas para viciados em drogas, estratégia avançada para a época, mas que o tempo demonstrou ser exitosa em todo o mundo.
Foi processado pelo Ministério Público, acusado de fazer “apologia às drogas”, e ganhou. Ao sair do Paço Municipal, no dia em que recebeu a notícia sobre a decisão, um gaiato que passava pela Praça Mauá o viu e gritou:
– Capistrano, volta para Bauru! – numa referência ao fato de ele não ser natural de Santos.
– E você, vai… – respondeu.
Gênio indomável.


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