
Fazer compras no supermercado pesou menos no bolso dos santistas. Para milhares de cidadãos, que enfrentam o desafio diário de equilibrar o orçamento doméstico, o mês de setembro trouxe um respiro: a maioria dos itens da cesta básica recuou. Em média, no mês passado, ela custou R$ 770,56. Neste mês, R$ 755,77. Tomate, batata, carne e feijão ficaram mais baratos. Esse é o levantamento da pesquisa realizada pelo Departamento de Orçamento e Gestão da Prefeitura de Santos (Deorg), em parceria com a Universidade Católica de Santos (UniSantos) e apoio do Jornal da Orla.
Dos 13 itens monitorados (arroz, feijão, açúcar, óleo, farinha de trigo, leite, carne, tomate, banana, batata, pão, café e margarina), o destaque ficou por conta dos hortifrútis, que apresentaram queda de preços entre os dias 26 de agosto e 25 de setembro.
O tomate liderou o ranking, com recuo de 11,30%. A batata caiu 10,79%. Carne (-3,41%), feijão (-2,92%) e café em pó (-4,05%) também recuaram.
Por outro lado, a banana-nanica teve alta de 9,85%, a maior do mês. O pão francês subiu 1,67%. Óleo de soja (1,75%), margarina (0,60%) e açúcar refinado (0,53%) completam a lista de aumentos.
Para a coordenadora do curso de Ciências Econômicas da UniSantos, professora Célia Rodrigues, houve um alívio em relação aos hortifrutis devido aos aumentos de ofertas. “Esse setor depende do clima, isso significa que o preço pode voltar a subir caso faça muito calor ou chuva”, analisa.
A professora responsável pelo estudo, Dalva Mendes Fernandes, complementa explicando que a cesta básica apresentou redução influenciada pelos fatores sazonais e de oferta agrícola. “As altas pontuais não foram suficientes para neutralizar as quedas expressivas dos itens hortifrutigranjeiros, resultando em uma redução geral no custo da cesta básica no período analisado”, finaliza.
REGIÕES
Segundo o estudo, a localização define quanto as famílias pagam pelos mesmos produtos. Na região da Orla, o valor médio da cesta atingiu R$ 788,70. Nos Morros, o valor médio ficou em R$ 713,75, uma diferença de R$ 74,95.
O levantamento ainda identificou valor máximo de R$ 819,12 na Orla e mínimo de R$ 685,21 nos Morros. A diferença entre teto e piso nas duas regiões ultrapassa R$ 70. A Zona Intermediária apresentou média de R$ 728,25, enquanto a Zona Noroeste registrou R$ 722,20.
A pesquisa da UniSantos é uma extensão dos parâmetros do item 8 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), da qual o Brasil é signatário. Os princípios básicos incluem trabalho decente e crescimento econômico. O objetivo é um chamado à ação para eliminar a pobreza, cuidar do meio ambiente e do clima, além de garantir paz e prosperidade. Os ODS têm como meta atingir a Agenda 2030, para o desenvolvimento sustentável.
A divulgação dos preços dos 13 itens da cesta, os quais atendem a necessidade básica mensal de quatro pessoas (casal e dois filhos), é realizada mensalmente pela Prefeitura.


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