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Portugueses querem 1º mundial na última Copa de CR7

07/06/2026 Matheus Vieira
Fernando Yokota/Jornal da Orla

As comemorações do Dia de Portugal já agitam a colônia da Cidade e abrem os trabalhos para a festa que será a estreia da seleção portuguesa na Copa do Mundo, no dia 17, em partida contra a República Democrática do Congo, às 14h (de Brasília).

Para esta competição, os lusitanos montaram um elenco poderoso para tentar levar o ídolo Cristiano Ronaldo à glória máxima. Craques como Diogo Costa (goleiro), Nuno Mendes (lateral), Vitinha (volante) e Rafael Leão (atacante) são peças-chave para uma boa campanha de Portugal.

A expectativa é pelo título, como diz Vera Lucia Dias Abrantes, que, aos 81 anos, pôde ver Eusébio batalhando contra os ingleses e, agora, deposita sua esperança no “robozão” Cristiano Ronaldo.

“Eu acompanho a seleção portuguesa desde a Copa de 58. Em 66, vi a Inglaterra vencer a gente, infelizmente. Agora, torço para ser campeã. Cristiano merece isso por tudo o que ele é em campo”, diz. Na ocasião, Portugal ficou em terceiro lugar, sua melhor posição em Copas do Mundo.

Filha de portugueses, torcedora do Santos e da Briosa, ela lamenta que Cristiano Ronaldo não tenha iniciado sua carreira no seu time do coração em Portugal, o Benfica.

“Ele começou no Sporting, uma pena, mas é um ótimo jogador (risos). Importante pontuar que são épocas diferentes. Eusébio é meu ídolo, eu tinha um quadro com o esquadrão perfilado no meu quarto, e o Cristiano é o retrato da atualidade. Por isso, acho que nada mais justo do que ele encerrar (a carreira) vencendo a Copa”, completa.

Assim como Vera, Antonio Joaquim Ferreira Leal também está confiante com o elenco atual. Português de nascimento, ele chegou a Santos aos 12 anos de idade, para trabalhar.

“Em 66, eu tinha nove anos e lembro do jogo, quando fomos eliminados. Quatro anos depois, já estava no Brasil, em 70. Ano de Copa. E eu tenho uma expectativa muito boa. A seleção está muito bem formada. Parece que, a cada ano que passa, o time fica melhor. É uma pena que seja a última Copa do Cristiano, porque ele merece muito ganhar uma”, afirma.

Eduardo Alves, conhecido como Cabeça, é brasileiro, mas está inserido na cultura portuguesa desde os quatro anos, quando começou a dançar no Rancho Verde Gaio. Com os avós portugueses, ele destaca que a tradição de acompanhar Portugal vai além da Copa do Mundo.

“Sempre nos reunimos para assistir. Sejam jogos da Copa ou dos clubes portugueses. Essa ligação é muito forte. Cristiano Ronaldo é um exemplo para os outros jogadores. A expectativa é muito boa porque o time é muito bom, entrosado e forte. Eu diria que está até mesmo à frente do Brasil”, diz.

DOIS POVOS, UMA PAIXÃO

Brasil e Portugal só podem se encontrar nesta Copa em uma final. Há quem vá torcer para Portugal, há quem vá torcer para o Brasil e há quem fique feliz com qualquer resultado, caso esse jogo aconteça.

“Eu sou brasileira, sim, mas meu coração é português. Se tiver esse jogo entre Brasil e Portugal, eu prefiro que Portugal vença, sendo sincera. Mas, enquanto isso não acontece, a gente vai torcendo pelos dois”, comenta Vera.

Cabeça, no entanto, já tem uma queda maior pelo verde e amarelo.

“Olha, por mais que eu viva a cultura portuguesa desde a infância, o coração dá uma balançada para o lado do Brasil, né? Não tem como negar.”

Já Antonio Leal fica no meio do caminho.

“Eu nasci em Portugal, mas fiz minha vida aqui no Brasil. Se acontecer esse jogo, vou ter que fazer uma camisa meio a meio e ainda inverter no intervalo”, comenta.

ARREBITA, ARREBITA, ARREBITA

E, por falar em festa, para quem irá se reunir para assistir aos jogos de Portugal, a animação é garantida.

Eduardo Cabeça, que é diretor de Comunicação e Divulgação do Centro Cultural Português, detalha que a comemoração é antes, durante e depois do jogo.

“Sempre que a gente se reúne é uma festa diferente. Um traz uma concertina, o outro a castanhola, um acordeão, enfim. Tocamos antes do jogo, comemorando os gols, no intervalo e depois do jogo. Sempre tem cantoria, festa e, claro, muito vinho do bom”, finaliza.