
A Prefeitura de Santos vai antecipar o início do Plano Preventivo da Defesa Civil (PPDC) para reforçar a prevenção e reduzir os impactos previstos em razão do fenômeno El Niño. Tradicionalmente iniciado em dezembro, o plano passará a vigorar entre 1º de novembro e 30 de abril de 2027.
Segundo o diretor da Defesa Civil de Santos, Daniel Onias, a decisão considera as previsões climáticas para os próximos meses. “O El Niño deve provocar chuvas mais intensas e frequentes já na Primavera, além de ondas de calor e períodos prolongados de estiagem. Por isso, antecipamos a operação para que as equipes estejam preparadas para responder aos primeiros eventos da estação”.
A antecipação foi definida em reunião realizada na quinta-feira (23), no Paço Municipal, com representantes de diversas secretarias. Foi instituído um grupo técnico que irá estabelecer metas complementares.
A prefeita de Santos em exercício, Audrey Kleys (PSD), destacou que Santos já possui um Plano de Ação Climática. ” Estamos integrando praticamente todas as secretarias para fortalecer as medidas de prevenção e reduzir os impactos do El Niño na Cidade”.
AÇÕES
Dentre as ações previstas estão a capacitação de agentes comunitários de saúde, ampliação da limpeza dos canais de drenagem e implantação de rotatórias verdes, que aumentam a infiltração da água da chuva e contribuem para reduzir alagamentos. O PPDC prevê, ainda, criação de “refúgios climáticos” para acolher, principalmente, idosos, gestantes e pessoas com comorbidades durante períodos de calor extremo.
A Prefeitura também intensificará as ações em áreas de encostas. De acordo com Audrey Kleys, “cerca de 50 famílias que vivem em locais de alto risco deverão ser atendidas por medidas preventivas, entre agosto e setembro, antes do período de maior incidência de chuvas”.
A principal preocupação é o volume acumulado de chuva ao longo de vários dias, o que aumenta o risco de escorregamentos nas áreas de morro. “Quando o solo fica encharcado, qualquer chuva mais intensa pode desencadear deslizamentos. Também nos preocupam os temporais concentrados, que provocam alagamentos, e as ressacas, que dificultam o escoamento da água da chuva devido à elevação da maré”, afirma Daniel Onias.
MORROS
As áreas de morro permanecem como prioridade no monitoramento. Santos possui 17 morros na área insular e outros dois na Área Continental. Caso necessário, a Defesa Civil poderá realizar a remoção preventiva de famílias residentes em áreas classificadas como de alto risco.
Atualmente com cerca de 40 servidores, a Defesa Civil de Santos poderá ser ampliada com efetivo com até três vezes mais integrantes, com a mobilização de profissionais de aproximadamente dez secretarias municipais, como engenheiros, assistentes sociais, fiscais, motoristas, operadores de máquinas e trabalhadores de serviços operacionais.



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