
A Prefeitura de Santos iniciou com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a articulação de um plano para viabilizar o reaprumo dos prédios tortos na orla. A ideia é o banco estatal custear os projetos e abrir uma linha de financiamento especial, para os condomínios quitarem a longo prazo.
Monitoramento constante
Atualmente, há 319 edifícios inclinados, sendo que 65 destes têm inclinação mais acentuada e estão sob monitoramento constante, a maioria nos bairros do Boqueirão, Embaré e Aparecida. Há prédio com desvio de 1,8 metro, entre o topo e a base.
Familiar
O assunto foi tratado em reunião do prefeito Rogério Santos (Republicanos) e o secretário de Governo, Fábio Ferraz com o presidente do BNDES, Aloízio Mercadante (PT). O encontro foi articulado pelo deputado federal Paulo Alexandre Barbosa (PDSB). Não é a primeira vez que o assunto é levado à estatal, mas os representantes da cidade saíram otimistas porque Mercadante demonstrou conhecer a questão, pois tem parentes que moram em Santos.
Revisitar Saturnino
O governo municipal também costura a elaboração de um plano de macrodrenagem na orla. Entre as possibilidades cogitadas estão a construção de estações de bombeamento e piscinões, com financiamento do banco estatal. A ideia do prefeito Rogério Santos é “revisitar Saturnino de Brito”, o autor do projeto de saneamento, que incluiu a construção de canais.
Vem ou não vem?
Marcada para terça-feira (24), a reunião do Conselho de Desenvolvimento da Baixada Santista (Condesb) deve ser adiada caso o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que manifestou interesse em participar, não venha.
Briga doméstica
Estimulada por apoiadores, a ex-prefeita de Praia Grande, Raquel Chini (Republicanos), cogita se candidatar a deputada estadual no ano que vem. Assim, ela entraria numa disputa direta com Lucas Mourão, que é secretário municipal de Projetos Especiais e Estratégicos no governo do avô, o prefeito Alberto Mourão, e também deve disputar uma vaga na Assembleia Legislativa.
Distantes
A relação entre Mourão e Raquel é cada vez mais distante. Ela ocupou cargos estratégicos nas gestões dele à frente da Prefeitura e se elegeu graças à força do então padrinho político. Porém, a união começou a se desgastar por conta de desentendimentos com o genro de Mourão, o empresário Fábio Glerean (pai de Lucas), e culminou em críticas de secretários do atual prefeito à antecessora.
Reencontro
Um sinal do afastamento: após a cerimônia de transmissão do cargo, em 1º de janeiro, Mourão e Chini só voltaram a se encontrar pessoalmente na sexta-feira 13, na cerimônia em homenagem a Celeste Mendes e ao Grupo Mendes, na Câmara de Santos. Ambos demonstraram desconforto, se cumprimentaram com um aperto de mão e cada um seguiu seu caminho.
SÓ SEI QUE FOI ASSIM…
Virada de mesa
Reeleito para seu quinto mandato como vereador de Santos, Adelino Rodrigues terminava o ano 2000 com a perspectiva de ser presidente da Câmara. Ele contaria com o apoio da robusta bancada de oposição ao prefeito Beto Mansur, reeleito em uma disputa apertada com a petista Telma de Souza.
Diante da ameaça de ver o Legislativo ser presidido por um adversário ferrenho, Mansur conseguiu com que José Antônio Marques de Almeida, o Jama (que estava na chapa de Adelino) mudasse de lado e aceitasse ser o candidato a presidente na chapa governista.
Adelino perdeu a eleição e passou o resto da vida a dizer cobras e lagartos de Jama e Mansur…


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