Economia

PIB do Brasil e expansão do setor de serviços impulsionam recuperação entre 2022 e 2024

29/03/2025 Mariana Nerome
Paulo Pinto/Agência Brasil

No período de três anos pós-pandemia, de 2022 a 2024, a economia do Brasil experimentou uma taxa de crescimento duas vezes superior à dos três anos que antecederam a covid-19.

De acordo com um relatório divulgado na última sexta-feira (28) pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), o Produto Interno Bruto (PIB) do país teve uma média de crescimento de 1,4% entre 2017 e 2019. Já no triênio seguinte, de 2022 a 2024, o aumento saltou para 3,2%.

Essa retomada acelerada da economia foi atribuída ao aumento do consumo, impulsionado pela recuperação do mercado de trabalho e pela expansão do crédito disponível.

SETOR DE SERVIÇOS

O setor de serviços foi o principal motor deste crescimento, registrando uma expansão de 15,9% de 2022 a 2024. Em Minas Gerais, onde o estudo deu ênfase, esse setor cresceu notavelmente em 32,7%.

Essa expansão começou a despontar em junho de 2020, em meio à pandemia, e foi fortemente acelerada pelo avanço da digitalização do consumo, tanto entre empresas consolidadas quanto em novos empreendimentos.

SETOR INDUSTRIAL

A indústria, por sua vez, mostrou uma recuperação rápida inicialmente, atingindo os níveis pré-pandemia em agosto de 2020. No entanto, a partir de 2021, o setor enfrentou períodos de estagnação.

“A indústria reagiu bem ao choque inicial, mas depois enfrentou obstáculos, como a inflação elevada e a necessidade de ajustes na política monetária. Ainda assim, o setor segue sendo essencial para garantir um crescimento sustentado no longo prazo”, comenta Flávio Roscoe, presidente da Fiemg.

ECONOMIA

Conforme a Fiemg, as políticas fiscais e monetárias de estímulo foram cruciais para esse ciclo de crescimento, mas vieram acompanhadas de um desafio significativo: a inflação crescente. A federação observa que a principal ferramenta utilizada para equilibrar a relação entre o capital produtivo, a remuneração do trabalho e o consumo das famílias foi o aumento da taxa básica de juros (Selic), que se mantém elevada até o presente.