
Quadrilha agia a partir da Baixada Santista e usava portos para enviar cocaína ao exterior
A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (11) uma nova etapa da operação que mira uma quadrilha especializada no tráfico internacional de drogas a partir dos portos brasileiros, com foco principal no Porto de Santos. Nesta fase, ao menos três suspeitos foram detidos e diversos materiais apreendidos.
A organização criminosa tem como base a Baixada Santista e atua com o envio de grandes quantidades de cocaína para fora do país. As investigações apontam que o grupo fazia uso de mergulhadores para esconder a droga no casco dos navios, além de recorrer a compartimentos secretos e à cooptação de tripulantes para burlar a fiscalização portuária.
Nesta fase da operação, batizada de Taeguk, a PF tem como alvo o cumprimento de 12 mandados de prisão e 10 de busca e apreensão. Os mandados estão sendo executados em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, com maior concentração na região da Baixada Santista, incluindo cidades como Guarujá, Bertioga, Praia Grande e São Vicente.
Durante a ação, além das prisões, agentes apreenderam documentos, veículos e outros materiais de interesse da investigação. A ofensiva está ligada à apreensão de 1,6 tonelada de cocaína em Cabo Verde, na África, em uma embarcação que havia partido do litoral paulista. O destino final da carga seriam os mercados da Europa e do continente africano.
Além das prisões e apreensões, a Justiça também determinou o bloqueio de bens e valores ligados à quadrilha, totalizando R$ 310 milhões. A medida visa enfraquecer financeiramente o grupo e reparar os danos causados pela atividade criminosa.
Os envolvidos responderão por crimes previstos na Lei de Drogas e na Lei de Organizações Criminosas. As penas, segundo a PF, podem ultrapassar os 35 anos de prisão, com agravantes por se tratar de uma organização transnacional.
A operação recebeu o nome de Taeguk em referência ao símbolo presente na bandeira da Coreia do Sul, país onde foi feita a primeira apreensão relacionada à quadrilha, ainda em 2024 — marco inicial das investigações que seguem em curso.



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