
Pesquisa do Instituto Badra mostra que Cristina Wiazowski (PP) venceria a eleição para a Prefeitura de Mongaguá com uma diferença de 30 pontos percentuais para seu adversário, Rodrigo Casa Branca (União).
Realizado nos dias 15 e 16, ouvindo 1.060 eleitores, o levantamento mostra que ela tem 53,2% das intenções de voto, enquanto Rodrigo conta com 23,8%. Do total de eleitores, 19,1% afirmaram que não vão votar em ninguém, branco ou nulo, e outros 3,9% se dizem indecisos.
Considerando o tamanho do colégio eleitoral de Mongaguá, que conta com um pouco mais de 50 mil eleitores, os números da Badra projetam que Cristina Wiazowski caminha para ser eleita com cerca de 19.880 votos, supondo que o índice de comparecimento nesta eleição de 8 de junho seja semelhante ao da eleição de 2024.
A pesquisa reflete as articulações conduzidas pelo ex-prefeito Paulo Wiazowski, marido de Cristina, que conseguiu construir um amplo arco de alianças, que inclui do PT ao PL, além de partidos moderados e também o apoio de prefeitos da Baixada Santista: de Bertioga, Marcelo Vilares (União); Itanhaém, Tiago Cervantes (Republicanos); e Peruíbe, Felipe Bernardo (PSD)
Analista de dados do Instituto Badra, o jornalista Maurício Juvenal destaca que o resultado da pesquisa deve ser interpretado como um “recado” do eleitor. “O voto é uma das poucas coisas que o cidadão brasileiro ainda acredita como seu, de dever e direito. Quando ele percebe que uma parte dos concorrentes quer decidir no tapetão, propondo ações uma atrás da outra, vê esse seu direito sendo atacado. Aí tende a votar em quem mais respeita o seu sagrado e inviolável direito ao voto”, explica.
HISTÓRICO DE ACERTOS
O Badra está em oitavo lugar entre os institutos de pesquisa de todo o país com melhor índice de acertos. No ranking organizado pela plataforma Pindograma, a Badra aparece com nota B+, a mesma do DataFolha.
Em 2024, o Instituto Badra acertou o resultado das eleições em oito dos nove municípios que compõem a Região Metropolitana da Baixada Santista. Só “errou” em Itanhaém. A pesquisa divulgada na véspera da eleição mostrava empate técnico, dentro da margem de erro, entre Marco Aurélio e Tiago Cervantes, que acabou vencendo a eleição e foi reeleito.


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