
Santos entrega maior área de conscientização ambiental; local tem vista privilegiada e visitas monitoradas
Uma área verde preservada, com 290 mil m², trilhas e mirantes. No Dia Mundial da Conservação da Natureza, Santos inaugurou um novo local de lazer e conscientização ambiental. Localizado na Nova Cintra, na subida pelo Marapé, o Parque dos Morros é um espaço voltado à preservação da biodiversidade, proteção da fauna e garantia de regeneração ambiental em uma das últimas áreas remanescentes de mata secundária nos morros, no segundo maior parque ambiental municipal urbano da região (só perde para o Voturuá, em São Vicente). As inscrições para passeios monitorados começam nesta sexta-feira, 1º de agosto.
O espaço conta com cerca de 3,5 km de trilhas, em nível de dificuldade de leve a moderada e desnível de altimetria próxima de 10 metros. Esses caminhos levam a dois pontos de observação. O primeiro é o mirante do Morro da Fé, que fica a cerca de 84 metros do nível do mar e de onde pode se observar toda a área da Zona Noroeste de Santos, Zona Leste de São Vicente e um pedaço de Cubatão (Casqueiro e Vila dos Pescadores). O outro é o Mirante do Lajão, a 74 metros de altura, aproximadamente, e de onde se tem uma visão de toda a cidade em 360º.

O que antes era antes alvo de desmatamento, descarte irregular de resíduos e especulação imobiliária, agora passará por processo de recuperação e uso sustentável. A nova área ambiental se estende nos morros, pelas regiões da Caneleira, Nova Cintra, José Menino e chega até o Voturuá. O parque também se conecta ao do Engenho de São Jorge dos Erasmos, administrado pela Universidade de São Paulo (USP), formando um corredor verde. Esse formato permite a migração de espécies entre áreas preservadas. Em toda a área, já foram identificadas cerca de 100 espécies de aves.
“Quando falamos em morros, já investimos mais de R$ 150 milhões em obras de proteção nas encostas. Meio ambiente é uma pauta mundial e Santos tem sido protagonista nesse cenário. Com a implantação do Parque dos Morros, reafirmamos o compromisso de Santos com o desenvolvimento sustentável e a educação ambiental”, destacou o prefeito Rogério Santos (Republicanos).
A instalação do parque é fruto de uma desapropriação judicial. “Aqui é o último reduto de Mata Atlântica em área urbana de Santos. A Prefeitura só tinha 30 mil metros quadrados, mas precisávamos fazer um projeto maior. Então, o Poder Publico fez um acordo amigável com a família proprietária da área e conseguimos entrar com o processo de desapropriação” destacou o secretário das Prefeituras Regionais, Rivaldo Santos. “Neste pacto, a administração municipal investiu R$ 5,36 milhões. Mas, na prática, este processo custou aos cofres públicos cerca de R$ 3,7 milhões. A diferença se refere às dívidas com tributos que já estavam em cobrança judicial”, revela.
Para o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade, Glaucus Farinello, com a implantação do parque, o santista poderá entender a importância da preservação dos morros e suas áreas permeáveis. “Temos os morros, que funcionam como um grande pulmão aqui da área insular, nós temos os mangues, um processo também de recuperação importante associado ao Parque Palafitas e todo um processo de ampliação da urbanização, de trazer para a Cidade as matas urbanas, como já foi feita a primeira nesse semestre. Então, essa conexão entre os pavimentos é muito importante, que a gente possa usar as nossas ruas, as avenidas, os canais, como corredores que conectem todos esses espaços tão importantes”, explica.
O secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos, Fabrício Cardoso, destacou que o novo parque amplia as ações públicas na prevenção de enchentes e deslizamentos. “Contamos agora com mais de 500 mil m² de área preservada na cidade, que vai beneficiar toda a região, mantendo o pulmão verde e também servindo como esponja e evitando que essa água acumule nas ruas”.

PASSEIO MONITORADO
Para explorar o espaço, os passeios gratuitos serão acompanhados de monitor ambiental, porém, com hora marcada. Estes ocorrem às quartas, sextas-feiras e sábados, sempre das 7 às 11 horas.
Os grupos devem ter, no máximo, 15 pessoas. Para percorrer as trilhas do parque, a visita guiada pode durar de 45 minutos a até três horas, conforme o perfil dos participantes. A atividade não é “pet friendly” e requer calçado fechado. Também é recomendável levar água e/ou fruta para hidratação.
Para agendar, os interessados devem enviar nome completo e número de documento (RG ou CPF) para o e-mail [email protected]. A organização solicita que os participantes cheguem com, no mínimo, 10 minutos de antecedência do horário marcado.
Voturuá

Por enquanto, o Parque dos Morros é a maior área ambiental urbana em atividade na Baixada Santista. Mas essa situação poderá não durar muito tempo. A licitação para a reforma e revitalização do Parque Ecológico Municipal Voturuá, em São Vicente, foi homologada no início desta semana. “Após a contratação da empresa, as obras serão iniciadas”, informou, por nota, a Secretaria de Desenvolvimento Urbano da Cidade.
A estimativa é que a reforma comece neste semestre. O projeto prevê novo paisagismo, iluminação, mobiliário urbano, piso e implantação de acessibilidade e equipamentos de playground. Os recursos foram obtidos por uma emenda parlamentar e um convênio com o Ministério do Turismo.
O Voturuá está fechado desde 2020, por recomendação da Defesa Civil, por causa de um deslizamento de terra que afetou um trecho do local à época. A reforma inclui obras de recuperação que “visam garantir a segurança e a qualidade do espaço para o retorno da população”, segundo o comunicado.


Um parque para inglês ver, inacessível ao público do morro, tem que pagar para caminhar lá. Alguém tá ganhando dinheiro com isso!
Um parque para inglês ver, inacessível ao público do morro, tem que pagar para caminhar lá. Alguém tá ganhando dinheiro com isso!
Um parque para inglês ver !
Muito legal, parque bacana e acessível a todos e de graça!
Olá..o Parque dos Morros é uma mentira contada pela prefeitura e com má informação ao público. Primeiro é perigoso caminhar nas trilhas…por causa das cobras jararacas e outras…segundo o risco com bandidos que entram pela pedreira desativada do Horto de São Vicente pois a Polícia Ambiental “NUNCA” fez ação presença no local e o risco de quedas e torres de alta tensão. Bom e o principal o próprio funcionário na entrada cobrava trinta reais para acompanhar os desavisados. E para fechar a fatura esse funcionário proibia a entrada dos “ÚNICOS” interessados em usar as trilhas: os atletas de corrida de Montanhas…Sou nascido e criado treinando nessas trilhas a vida toda e aviso: é PERIGOSA.
O negocio nem começou ainda e já tem gente criticando kkkkkkk povo infeliz!!!
eu já fiz minha inscrição! valeu
Tem lugar para estacionar carro?
Posso ir independente de inscrição e passeio monitorado?
Acho engraçado a Prefeitura de Santos criar um parque MUNICIPAL utilizando área do município vizinho, São Vicente, pois boa parte da trilha do Boi Morto está localizada no Morro do Voturuá, Morro pertencente à São Vicente. Antigamente, lá nos anos 80 e 90, a mesma divulgava o Morro da Asa delta em São Vicente como ponto turistico de Santos e agora quer repetir o passado, querendo assim tomar ” posse” denovo de atrativo turístico da vizinha.
Acho engraçado a Prefeitura de Santos criar um parque MUNICIPAL utilizando área do município vizinho, São Vicente, pois boa parte da trilha do Boi Morto está localizada no Morro do Voturuá, Morro pertencente ao Município de São Vicente. Antigamente, lá nos anos 80 e 90, a mesma divulgava o Morro da Asa delta em São Vicente como ponto turistico de Santos e agora quer repetir o passado, querendo assim tomar ” posse” denovo de atrativo turístico da vizinha.