
A previsão do orçamento de Santos para 2026 é de R$ 6,3 bilhões, 13,9% maior em relação ao deste ano (R$ 5,5 bilhões) e 5% maior que a inflação. A maior fonte de receitas ficará por conta do Imposto sobre Serviços (ISS), com previsão de arrecadação de R$ 1,6 bilhão.
“Esse é o fruto do trabalho dos santistas, do nosso espírito de colaboração, buscando alinhamento com os governos do Estado e Federal. Resultado do trabalho do Executivo, dividido com o Legislativo, com as entidades, com a iniciativa privada. Ainda temos desafios imensos, mas a economia da Cidade vai bem. Estamos atraindo investimentos para o Porto, para o Turismo, gerando emprego, investindo nas áreas sociais”, declarou, entusiasmado, o prefeito Rogério Santos (Republicanos), ao entregar a peça orçamentária, nesta terça-feira (30), para o presidente da Câmara Municipal, Adilson Junior (PP). Diante de parlamentares e técnicos da Prefeitura e da Câmara, o chefe do Executivo se revezou com seus secretários Fábio Ferraz (Governo) e Adriano Leocádio (Finanças) para dar detalhes da proposta.
Na distribuição dos recursos por área, a Saúde receberá o maior volume: R$ 1,2 bilhão. Na sequência, vem Educação (R$ 1,1 bilhão). “Somando com a de assistência e desenvolvimento social, estamos destinando mais de R$ 2,5 bilhões para essas áreas prioritárias, extremamente importantes para a qualidade de vida na nossa Cidade”, afirmou Rogério Santos.
O prefeito destacou, ainda, que Santos é “maior agraciada” pelo PAC, com R$ 180 milhões para investimentos em áreas de vulnerabilidade, totalizando R$ 600 milhões em verbas estaduais e federais. “É porque temos projetos e buscamos parcerias. Claro que esses recursos não serão executados em um único governo, mas isso demonstra a seriedade do nosso trabalho”.
O secretário Fábio Ferraz ressaltou, ainda, o investimento em Segurança, que neste ano deve totalizar cerca de R$ 115 milhões. “É um dos nossos mais notórios investimentos e, para o próximo ano, terá um aporte de mais de 50%”.
RESPONSABILIDADE FISCAL
Adriano Leocádio, como cabe à sua pasta, sem perder o entusiasmo, tratou de colocar os pés no chão: “O Orçamento materializa o bom momento econômico da cidade, com resultados positivos e crescimento. Mas a responsabilidade fiscal é que sempre dá a direção para a nossa gestão. Estamos trabalhando abaixo do limite de comprometimento, de acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que é 52% – nosso percentual está em 41%. Estamos trabalhando para superar os desafios”.
EMENDA PARLAMENTAR
Um dos destaques da nova Lei Orçamentária é o aumento, de mais de 70%, no valor das emendas parlamentares, que são um instrumento que vereadores e vereadoras têm para destinar recursos do orçamento a obras e serviços. Neste ano, cada vereador pode apresentar até R$ 2,35 milhões em emendas. Em 2026, o total salta para R$ 4,1 milhões, totalizando R$ 86 milhões, já que são 21 parlamentares.
O secretário Adriano Leocádio lembra que metade desse recurso tem que, necessariamente, ser destinada para a área da Saúde – quanto aos 50% restantes, cada um escolhe a área de seu interesse, ou do interesse da comunidade.
“Há uma importante evolução orçamentária, um marco significativo que também reflete no Legislativo, nas nossas emendas parlamentares, que crescem por conta do indexador. Isso nada mais é do que o orçamento participativo, por meio do qual as pessoas levam suas reivindicações. É um passo importante para a Cidade e para a composição dos dois poderes”, explicou Adilson Júnior.


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