
Ação conjunta da Polícia Civil, GCM e Vigilância Sanitária identificou internações irregulares, medicamentos vencidos e capturou um foragido da Justiça
Uma operação integrada realizada na última quinta-feira (12) resultou na identificação de diversas irregularidades em uma clínica terapêutica localizada no Jardim Suarão, em Itanhaém. A ação foi coordenada pela Polícia Civil do 3º Distrito Policial, com apoio de Pelotão da ROMU (Ronda Ostensiva Municipal) da Guarda Civil Municipal e da Vigilância Sanitária da Prefeitura. As informações são da prefeitura.
De acordo com o diretor de segurança do Município, Antônio Carlos da Silva, a ação foi motivada por diversas denúncias e ocorreu em cumprimento de mandado judicial, após denúncias de maus-tratos e internações irregulares.
Durante a operação, foram encontrados diversos medicamentos sem procedência e sem receita. Os medicamentos vencidos foram apreendidos e inutilizados pela equipe da Vigilância Sanitária.
Também foram verificados internos em situação irregular, incluindo casos de internação compulsória sem respaldo legal e pacientes com distúrbios psiquiátricos, que não se enquadram nas normas de internação em comunidades terapêuticas.
A atuação conjunta foi fundamental para assegurar a integridade dos envolvidos e a tranquilidade no cumprimento da ordem judicial.
Além de irregularidades sanitárias e administrativas, a Polícia Civil identificou e capturou um foragido da Justiça, que estava internado na clínica. Contra ele, havia mandado de prisão preventiva por tráfico de drogas.
O representante da clínica foi levado à delegacia para prestar esclarecimentos e o caso segue sob investigação.



Como o Jornal da Orla não procurou saber a veracidade dos fatos com o Centro Terapêutico, E também não atende nossas ligações, não nos oferendo o direito de resposta segue a nota que foi fornecia ao jornal da tribuna
Acerca da operação realizada nas dependências da clínica, esclarecemos, com responsabilidade e compromisso com a verdade, os pontos abordados, de modo a evitar generalizações equivocadas que comprometam o trabalho sério, ético e voltado à saúde pública que desenvolvemos.
Em primeiro lugar, quanto à administração de medicamentos, salientamos que todos os fármacos em uso pelos residentes são devidamente prescritos por médicos e administrados com supervisão técnica da equipe de enfermagem. Eventuais medicamentos identificados fora das embalagens originais estavam individualizados, etiquetados e separados por paciente, em consonância com os cuidados exigidos para segurança no uso contínuo. Ainda que ajustes na forma de acondicionamento possam ser realizados, não se pode confundir uma adequação administrativa com a existência de qualquer risco à integridade dos residentes.
No que se refere ao tratamento dos pacientes, cumpre destacar que a instituição funciona como comunidade terapêutica, e, portanto, sua atuação é voltada exclusivamente ao acolhimento voluntário de pessoas em sofrimento decorrente do uso de substâncias psicoativas.
Não realizamos internações compulsórias ou involuntárias. A adesão ao projeto terapêutico é, por essência e por exigência legal, voluntária. É natural, inclusive, que no processo de abstinência, especialmente nas fases iniciais, ocorra certa oscilação por parte dos residentes quanto à permanência no programa — o que não apenas é esperado, como faz parte do enfrentamento da dependência química. A decisão de permanecer ou não cabe, em última análise, ao próprio residente, sendo respeitada a sua autonomia, conforme previsto na legislação vigente
Importa ainda esclarecer que não oferecemos tratamento psiquiátrico em nossa unidade.
A atuação da comunidade está restrita ao acompanhamento de pessoas com transtornos decorrentes do uso abusivo de substâncias, e, em casos de descompensação clínica, o residente é prontamente encaminhado à rede pública de saúde para o suporte necessário, conforme protocolo estabelecido.
Por fim, com relação à prisão noticiada, cumpre esclarecer que não se tratava de colaborador da instituição, mas sim de um residente cujo ingresso no programa se deu por meio de pedido familiar. Como é de conhecimento geral, a clínica não possui acesso a bancos de dados criminais e não tem como realizar triagem judicial dos pacientes. Assim que informada da existência de mandado de prisão em aberto, a direção da comunidade colaborou integralmente com os órgãos responsáveis, garantindo a pronta atuação da autoridade policial. A instituição repudia qualquer tentativa de associar sua atuação à conivência com a prática de ilícitos.
A comunidade terapêutica reafirma seu compromisso com a ética, a legalidade e o acolhimento humanizado de pessoas em situação de extrema vulnerabilidade. Seguimos à disposição das autoridades competentes e da imprensa para qualquer esclarecimento adicional.
Itanhaém, 13 de junho de 2025.
A Direção da Clínica
Como o Jornal da Orla não procurou saber a veracidade dos fatos com o Centro Terapêutico, E também não atende nossas ligações, não nos oferendo o direito de resposta segue a nota que foi fornecia ao jornal da tribuna
Acerca da operação realizada nas dependências da clínica, esclarecemos, com responsabilidade e compromisso com a verdade, os pontos abordados, de modo a evitar generalizações equivocadas que comprometam o trabalho sério, ético e voltado à saúde pública que desenvolvemos.
Em primeiro lugar, quanto à administração de medicamentos, salientamos que todos os fármacos em uso pelos residentes são devidamente prescritos por médicos e administrados com supervisão técnica da equipe de enfermagem. Eventuais medicamentos identificados fora das embalagens originais estavam individualizados, etiquetados e separados por paciente, em consonância com os cuidados exigidos para segurança no uso contínuo. Ainda que ajustes na forma de acondicionamento possam ser realizados, não se pode confundir uma adequação administrativa com a existência de qualquer risco à integridade dos residentes.
No que se refere ao tratamento dos pacientes, cumpre destacar que a instituição funciona como comunidade terapêutica, e, portanto, sua atuação é voltada exclusivamente ao acolhimento voluntário de pessoas em sofrimento decorrente do uso de substâncias psicoativas.
Não realizamos internações compulsórias ou involuntárias. A adesão ao projeto terapêutico é, por essência e por exigência legal, voluntária. É natural, inclusive, que no processo de abstinência, especialmente nas fases iniciais, ocorra certa oscilação por parte dos residentes quanto à permanência no programa — o que não apenas é esperado, como faz parte do enfrentamento da dependência química. A decisão de permanecer ou não cabe, em última análise, ao próprio residente, sendo respeitada a sua autonomia, conforme previsto na legislação vigente
Importa ainda esclarecer que não oferecemos tratamento psiquiátrico em nossa unidade.
A atuação da comunidade está restrita ao acompanhamento de pessoas com transtornos decorrentes do uso abusivo de substâncias, e, em casos de descompensação clínica, o residente é prontamente encaminhado à rede pública de saúde para o suporte necessário, conforme protocolo estabelecido.
Por fim, com relação à prisão noticiada, cumpre esclarecer que não se tratava de colaborador da instituição, mas sim de um residente cujo ingresso no programa se deu por meio de pedido familiar. Como é de conhecimento geral, a clínica não possui acesso a bancos de dados criminais e não tem como realizar triagem judicial dos pacientes. Assim que informada da existência de mandado de prisão em aberto, a direção da comunidade colaborou integralmente com os órgãos responsáveis, garantindo a pronta atuação da autoridade policial. A instituição repudia qualquer tentativa de associar sua atuação à conivência com a prática de ilícitos.
A comunidade terapêutica reafirma seu compromisso com a ética, a legalidade e o acolhimento humanizado de pessoas em situação de extrema vulnerabilidade. Seguimos à disposição das autoridades competentes e da imprensa para qualquer esclarecimento adicional.
Itanhaém, 13 de junho de 2025.
A Direção da Clínica