
Domingo é dia de Oscar e o Brasil está, novamente, na disputa pelo principal prêmio do cinema! Além de O Agente Secreto, que concorre em quatro categorias — Filme, Filme Internacional, Ator e Direção de Elenco — o diretor de fotografia Adolpho Veloso concorre por seu trabalho em Sonhos de Trem.
Além dos brasileiros, há muitas outras categorias que geram muita expectativa e curiosidade. Aqui nesta página, listo minhas preferências e também minhas apostas — que nem sempre estão juntas — nas principais categorias do Oscar 2026.
Para dar as más notícias logo de cara, torço muito por O Agente Secreto mas não acho que o filme brasileiro vá levar nem o prêmio de Melhor Filme nem o de Filme Internacional. Ao contrário do ano passado, em que Ainda Estou Aqui era de fato a melhor produção. O brasileiro é um bom filme, mas há excelentes opções, tão boas quanto, entre os indicados.
A categoria de Melhor Filme tem dois filmes mais populares — Pecadores e Uma Batalha Após a Outra — como favoritos, mas eu mantenho minha torcida em Hamnet — A Vida Antes de Hamlet, um filme triste, sensível com ótimas interpretações e uma bela história.
Em Filme Internacional, duas das cinco produções indicadas concorrem também a Melhor Filme: Valor Sentimental, um filme norueguês sobre a reunião de duas filhas com seu pai, que estava desaparecido, e o brasileiro O Agente Secreto. Mas me impressionou muito o filme espanhol Sirat, uma história muito forte e que torna impossível ao espectador ficar indiferente.
A categoria dos atores é a que mais curiosidade desperta nesta reta final, já que o favorito, Thimothée Chalamet, deu declarações criticando outros tipos de produção cultural como o balé e a ópera, e está sofrendo uma campanha de cancelamento que deve ter acabado com suas chances de vitória. Com isso, aumentaram as chances do próprio Wagner Moura e também de Michael B. Jordan, estrela de Pecadores, que é o provável vencedor. Entre os coadjuvantes, Stellan Skarsgard, por Valor Sentimental, é quem entrega a melhor performance.
Serei muito passional entre as atrizes: Jessie Buckley, de Hamnet, é minha favorita e minha aposta para o prêmio principal. E Amy Madigan deve ganhar um raro prêmio para filmes de terror por sua atuação como atriz coadjuvante em A Hora do Mal.
Na direção, um capítulo à parte. Sou contra dar um prêmio a alguém que não foi o melhor daquele ano mas cuja carreira justifica a honraria. Mas Paul Thomas Anderson, que dirigiu um dos filmes mais interessantes dos últimos anos — Trama Fantasma — e produções que gostei muito como Liquorice Pizza, concorre pela 14ª vez, nunca venceu e dirige um dos filmes favoritos ao prêmio principal, Uma Batalha Após a Outra. Deve levar.
A festa do Oscar começa às 9 da noite do próximo domingo, com transmissão ao vivo pelo Globoplay e pela HBO Max no streaming, pelo canal TNT na tevê paga e pela Globo, logo após o Fantástico, na tevê aberta. Para quem for da Baixada Santista, há opções extras: o Cine Roxy do shopping Brisamar, em São Vicente, promove a exibição da festa ao vivo com comentários de estudantes de Cinema. E no Roxy 5 do Gonzaga, em Santos, a festa conta com exibição ao vivo e os comentários dos jornalistas e cinéfilos André Azenha, Bárbara Farias, Gustavo Klein e Waldemar Lopes.


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