
Em audiência pública, população, clube e construtora debatem impactos de empreendimento para a região
Os impactos da nova arena dos Santos Futebol Clube aos imóveis e moradores da Vila Belmiro foram tema de audiência pública convocada pelo Ministério Público e provocada pela Sociedade de Melhoramentos do Bairro Vila Belmiro. A reunião foi a última fase consultiva antes do Poder Público emitir parecer aprovando ou não o início das obras. Na noite desta segunda-feira (14), no Salão de Mármore do Estádio Urbano Caldeira, dirigentes do clube, representantes da Prefeitura Municipal de Santos e da WTorre, responsável pela construção do empreendimento, apresentaram o projeto do estádio e o Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) para a população local e tentaram dirimir dúvidas sobre as consequências que essa intervenção pode trazer à rotina dos moradores da “vila mais famosa do mundo”.
“O impacto é sempre positivo, porém é também preocupante”, avalia o presidente do clube, Marcelo Teixeira. “É um projeto complexo, com fases de demolição, da saída desses resíduos, e da construção propriamente dita. E a Prefeitura tem acompanhado esse projeto muito de perto. Não faremos nada que não esteja, em primeiro lugar, dentro da legislação e, em segundo, que atenda à população”.
Uma das preocupações dos moradores, apresentada pela sua associação, se refere, principalmente ao impacto na estrutura dos imóveis antigos, com mais de 60 anos de construção, no entorno do estádio. O secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade de Santos, Glaucus Farinello afirmou que a Prefeitura exigirá dos responsáveis pela obra os laudos cautelares em todas essas edificações. “É natural e até por lei. Então, para tranquilizar, imóvel por imóvel, vai ter uma equipe de engenharia da empresa que vai fazer esse acompanhamento e monitorar, para que não tenham danos. E, se houver, dará o suporte necessário. Isso é comum em qualquer obra de engenharia. Mas aqui, mais do que nunca, pelo porte do empreendimento, até pela comissão de impacto de vizinhança, vai ser exigido um plano aprofundado específico de monitoramento das edificações vizinhas”.
Gilberto Coelho, presidente da Sociedade de Melhoramentos de Bairro da Vila Belmiro, assentiu que a população local não é contra a construção do novo estádio, porém, há uma apreensão com relação aos possíveis transtornos que uma obra de grande porte possa levar ao bairro. “Caso seja aprovada e as obras iniciem, teremos, nos próximos três anos, um tráfego aumentado de veículos de grande porte, sobretudo caminhões levando entulho e trazendo concreto. Nossa preocupação principal é se esse peso adicional não poderá abalar as estruturas das casas, sobretudo as mais antigas”, apontou. “Também pediremos uma revisão na questão do saneamento básico do bairro, no fluxo de pessoas em dias de eventos e na segurança pública, visto que, com a nova arena o público será triplicado, prejudicando os atendimentos de emergência, seja para entrar uma ambulância ou um carro dos bombeiros, entre tantas. Essas são as principais preocupações dos moradores”, relatou o dirigente.


Estou ansioso por ter um estádio projetado, do porte desse na vila Belmiro. Sou Santista paraibano e gostaria de Deus permitisse, de estar na inauguração. Torço que der tudo certo, precisamos ser destaque elevando o nome do Santos. Brevemente estaremos com um plantel de jogadores a altura do Santos que sempre será lembrado no mundo inteiro, por sua história, nesse cenário de Glória.
Não sou contra o novo estádio , mas como morador do bairro tenho preocupações ,na audiência pública não havia nenhum representante da PM , gostaria de saber se a PM tem efetivo e condições de controlar esse publico, hoje com 10.000 já quase não dá conta como será com 30.000 além de que este público será em dias de jogos e agora também em dias de shows… ???
O projeto é importante, mas as medidas mitigadoras apresentadas na área de mobilidade urbana ainda focam no transporte individual: vagas de estacionamento, alterações na direção de algumas ruas, tempo semafórico… Não se apresentou nada sobre estímulo ao transporte público nem mobilidade ativa. Foram sugeridas: i) ciclovia no Canal 2; ii) baias para linhas expressas de ônibus urbano para conectar o estádio diretamente com a Estação Canal 2 do VLT e o Terminal do Valongo.
Tinha que demolir aquela merda e construir um lindo zoológico. Santos não tem clube e nem torcida vai ficar que nem a briosa