
O rio descia a serra e, próximo de encontrar o mar, costumava alagar uma vasta área, deixando o solo lamancento, a “água pegajosa”, que os tupi-guaranis chamavam de Mongaguá. Muitos anos depois, pedras foram colocadas para disciplinar o curso d`água e naquela região cresceu a Vila. Primeiramente, vinculada a São Vicente, depois como distrito de Itanhaém. Até que em 1959, conquistou sua emancipação político-administrativo, fato que neste domingo (7) completa 66 anos.
A Administração Municipal, sob o comando de Cristina Wiazowisk (PP), comemorou durante a semana com atividades diversas e solenidade oficial realizada na sexta-feira (5) – a programação prossegue (veja abaixo). No entanto, há uma curiosidade com relação à data celebrada: a emancipação foi oficializada pelo Governo do Estado em 18 de fevereiro de 1959, porém, mas em 7 de dezembro de 1958, os moradores dicidiram, em plebiscito, que o então distrito de Itanhaém se tornaria o Município de Mongaguá. “Então, na primeira legislatura da Câmara Municipal (1960-1963), o presidente, vereador Rosalino Alves, considerou que, nesse processo de ´independência`, o dia mais importante era aquele em que prevaleceu a vontade do povo. Por isso, o aniversário de Mongaguá é celebrado no dia 7 de dezembro, mas considerando o ano da emancipação oficial”, conta Marcelo Dianno, historiador e autor de três livros sobre a cidade.

Importante destacar, também, que na primeira legislatura da Câmara havia uma mulher, vereadora pioneira no Município, Dina Belli de Araujo. “Era de família conhecida na cidade, mas morava em São Paulo, onde trabalhava como funcionária pública. Na época, os parlamentares não tinham salário e ela pagava sua viagem para vir participar das sessões legislativas. Lutou pela primeira ambulância e por vacinas para as crianças. Por defender suas ideias com firmeza, chegou a apanhar no plenário. Mas não deu em nada, por causa do machismo”, explica Adriana Cristina Pies Rial, coordenadora da Área de História da Secretaria de Educação de Mongaguá. Apesar de ter uma mulher à frente da Prefeitura, Adriana Rial lamenta a baixa participação feminina na política local: “Em 66 anos, são apenas cinco vereadoras e duas suplentes.”
O FUNDADOR
Marcelo Dianno conta que o fundador da Vila de Mongaguá foi o engenheiro e empresário Fernando Arens Júnior. Nascido em Campinas (1880), veio para a região em 1910. “Aqui não tinha nada, era uma terra de nativos. Claro, ele veio com intenção comercial: comprar terras a preço de nada e vender por valor maior. Construiu a casa, trouxe água encanada, luz elétrica, cedeu parte de terrenos para a ferrovia, que chegou em 1913. A vilazinha creceu em torno da estação de trem, que era o único lugar com luz elétrica; era por onde chegavam os mantimentos, os comércios”.
Nesse período, a Vila pertencia a São Vicente, ficava muito longe do Município sede. Não tinha perspectiva de progresso, por esse motivo, os moradores passaram a reivindicar a criação de um distrito. “Em 1948, foi criado o Distrito de Mongaguá, só que como parte de Itanhaém, que era mais perto. Cresceu nos anos 1940-50, mas também não tinha de Itanhaém a atenção necessária, era a periferia. Então, moradores, caiçaras, políticos e comerciantes começaram a tentar a criação de um município”, explica Marcelo Dianno.
Apesar de reconhecer que várias pessoas se envolveram no processo de emancipação, o historiador considera como “grande emancipador” Raul Loureiro. “Era o presidente do Fisco de São Paulo, portanto, o segundo nome do Estado, abaixo do governador. Ele que tratou na Assembleia Legislativa, juntou documentos e realmente conseguiu as coisas para a emancipação, porque Mongaguá tinha igreja, escola, comércio, mas não tinha o número suficiente de residências para se tornar município. Raul Loureiro, muito inteligente, solicitou da empresa elétrica o número das ligações de luz das casas. Nessas ligações, lógico, incluiu casas de veraneio, casas dos turistas. Juntando tudo, conseguiu o número certo de residências para Mongaguá se tornar um município”.
BRASÃO E HINO
Paulistano de 63 anos, 25 deles pesquisando sobre Mongaguá, Marcelo Dianno guarda depoimentos de antigos moradores. Conheceu a filha do fundador Fernando Arens, Aracy Arens, à época com 100 anos – ela morreu com 108 anos. Estudou heráldica (arte dos brasões) para corrigir erros no brasão da cidade. É autor do hino do Município, cujos primeiros versos cantam uma particularidade de Mongaguá: “A natureza, em um momento caprichoso/Formou a serra que mais perto abraça o mar”. Obviamente, uma exaltação à “princesinha das praias”, atualmente com cerca de 62 mil habitantes (61.951, no Censo 2022 do IBGE) que tentam emergir das águas pegajosas da política.
Aliás, Dianno conta que a expressão foi popularizada nos anos 1950 pelo programa sertanejo Brasil Caboclo, da Rádio Bandeirantes, apresentado pelo Capitão Barduíno (nome artístico de Pedro Astenori Marigliani). “Ele tinha casa na cidade e gostava muito daqui. Nos intervalos, sempre perguntava: Como vai Mongaguá, a princesinha das praias?”
ROGRAMAÇÃO
ATO OFICIAL
Domingo (7) – 10h – Apresentação da nova frota de ônibus, na Praça Dudu Samba, Centro
ESPORTES
Domingo (7) – 10h – Final da 1ª Copa de Futebol Amador: Feirinha X Primavera – Estádio do Mongaguá Praia Clube, altura do nº 2.170 da Av. Monteiro Lobato (Pedreira). Entrada franca, mas serão recebidas doações de alimentos não-perecíveis para o Fundo Social de Solidariedade.
Segunda (8) – 9h – Skate – Pista de Skate (Centro)
CULTURA
Domingo (7) – Na Praça Dudu Samba, no Centro:
17h – Espetáculo teatral “Sessão Solene – A princesa e o gigante” (com tradução em libras)
18h – Artistas da Cidade
19h – Cinema – curtas-metragens
19h30 – Espetáculo Teatral “Caixola Recicla”, Grupo Teatro a Bordo (com tradução em libras)
Domingo (7) – No Centro Cultural Raul Cortez:
17h às 19h – Espetáculo das Turmas de Baby Class


Fui conhecer mongaguá fim de semana ,e adorei a cidade,estou pensando em me mudar pra la.
Parabéns Mongaguá pelos seus 66 anos. Está cidade onde eu e minha esposa escolhemos viver, morar e estabelecer residência aqui. Uma cidade carente de infraestrutura em muitos bairros, como: Agenor de Campos, Itaguai, Arara Azul e Areiao. Sistemas de transporte, saúde e limpeza pública precários. O comércio no Agenor de Campos tem crescido bastante, havendo necessidade de alguns bancos serem abertos na Avenida N Sra de Fátima, para facilitar a vida da população de idosos e melhorar o sistema de locomoção. Por falta de coordenação no sistema de transporte público local, a população fica mais uma hora meia nos pontos de ônibus esperando. E quando vêm aparecer chegam de três a quatro ônibus de uma vez. Idosos, crianças e estudantes sofrem com a situação. Esperamos que medidas por parte das autoridades, Prefeito, Câmara Municipal tomem medidas e providências necessárias para facilitar a vida dos cidadãos de Mongaguá. Os postinhos de saúde sem medicamentos básicos, como remédios de pressão e sem perspectivas e previsão de chegada dos remédios para população. Sugerimos que medidas sejam tomadas por parte dos vereadores e prefeito eleitos pela população local.
Infelizmente,a cidade não é assim,e eu posso confirmar, já que moro lá
Os prefeitos não estão nem aí para o lado morro, não há apoio aos jogos escolares ou próprios da prefeitura (Apenas o Handball é visto), falta muitas reformas,a cidade não cuida de sua orla, não há limpeza pública,o Zoonose não tem castração (que deveria ser o mínimo em todas as cidades),os prontos socorros não aguentam nem os moradores,quem falar os visitantes!
Existem outros fatos,como uma festa “nordestina”,que convidou pessoas de outros lugares para vender no evento (assim,a cidade não cresce,e as coisas que trouxeram foram as mesmas da feirinha do artesanato,que não fica a mais de 400 metros da Dudu samba,onde aconteceu o evento),e os vendedores ficaram muito revoltados,porque vamos falar,eles tem que pagar impostos e ficarem abertos,e desta forma eles sempre perdem seu comércio para o lucro que vai ir para fora!
A cidade é sim bonita,mas não perfeita…
E se alguém for se mudar para cá,que venha para o lado praia,ou para o centro, porquê os outros lugares são muito difíceis de viver.
Conheço Mongaguá faz uns 30 anos minha irmã tem casa de veraneio em Itaoca vínhamos sempre no carnaval e finais de ano passar aqui, hj eu moro nesta casa sempre curtindo as belezas da cidade onde o meu lugar favorito é a Santa nossa senhora Aparecida no centro um lugar gostoso de morar
Parabéns Mongagua, que os seus administradores presentei vc com a sua horla sentido bairro limpa sem tanto mato , canteiros abandonados, folhas de coqueiros jogados , falta de limpeza pública , isso fora o esgoto, Prefeita , que o seu mandato seja um sucesso vc consegue! Fassa da nossa cidade que é tão pequena , a menina dos olhos dos moradores e dos turistas.
❤️ está cidade !
Meus Parabéns Mongaguá cidade que conheci a três anos e me apaixonei, lugar turistico maravilhoso ,se DEUS quiser em breve vou ser um novo morador.
A cidade eu vi crescer nasci aq em 1976 meus tios minnha familia sao todos dq entao nunca minha cidade assim abandonada nas mao de ladroes uma vergonha