Política

Ministro defende “bancada do empreendedorismo” no Congresso

03/06/2025 Marco Santana
Ministro defende “bancada do empreendedorismo” no Congresso | Jornal da Orla

O ministro do Empreendedorismo, Márcio França (PSB), defende que os micro e pequenos empresários se organizem para conseguir eleger uma “bancada do empreendedorismo” para defender os interesses do segmento no Congresso Nacional, assim como o agronegócio tem seus representantes em Brasília.

“Se você é mãe, tiver três filhos e acordar de noite com um deles chorando, você vai primeiro em qual? No que está chorando, né? Se não chorar, não leva! Se não tiver alguém para reivindicar, não funciona. Se não tiver força política, não anda”, afirmou ontem, durante a abertura do Arena Empreenda+, evento promovido pela TH+ Band Litoral, na Casa Leone, no Centro de Santos.

França relacionou uma série de benefícios concedidos ao agronegócio, devido à atuação da chamada “bancada d o boi” no Congresso Nacional. Entre eles, as linhas de financiamento como o Plano Safra, que oferece crédito com juros subsidiados aos grandes produtores rurais.

O ministro revelou que o setor é numeroso e capaz de garantir uma representatividade importante. Atualmente, o Brasil conta com cerca de 22,5 milhões de pequenos empreendedores (15 milhões de MEIs e 7,5 milhões de micro ou pequenas empresas). “Do total, 99% dos CNPJs do Brasil são de pequenos, apenas 1% é de grandes empresas”, revelou. São empresas que faturam, no máximo, R$ 360 mil por ano.

Márcio França acrescentou que, hoje, há mais empresas ativas (60 milhões de CNPJs) do que trabalhadores com carteira assinada (39 milhões).

 

PRESSÃO POLÍTICA
“No mundo do agro, os produtores pegam emprestado a 4% de juros e pagam um ano depois, sem correção monetária. E é bom que seja assim, no mundo todo a agricultura é subsidiada. Mas não aconteceu a mesma coisa no mundo urbano, onde todos se arriscam do mesmo jeito, mas não tem esse benefício”, argumentou.

Márcio França, que já foi deputado federal e liderou uma bancada representativa durante seu mandato, destacou a necessidade de o setor se organizar e fazer campanhas para eleger deputados e senadores. “É preciso ter força para de fato mudar as coisas, na hora que mexe nas leis, vota algum tipo de benefício. É preciso exercer pressão. A vida da política é isso”, concluiu.