
Durante a cerimônia, a coordenadora do projeto e técnica da Seleção Brasileira Feminina de Judô, Andrea Berti, ressaltou o significado do uniforme para as participantes. Segundo ela, o judogi representa mais do que um equipamento esportivo e reforça a inclusão das meninas na modalidade.
“O judogi tem uma tradição muito forte e, para mim, também representa igualdade. Ver todas elas uniformizadas significa enxergar cada uma com sua individualidade, mas com os mesmos direitos e oportunidades. É um símbolo muito importante porque mostra que todas pertencem a este espaço”, afirmou.
De acordo com Andrea, o recebimento do quimono também fortalece o vínculo das alunas com o esporte, estimulando o senso de pertencimento e o compromisso com valores como disciplina, respeito e dedicação, desenvolvidos ao longo das atividades.
A entrega dos materiais também foi acompanhada por familiares das participantes. Mãe de Alice Beatriz, Alessandra Andrade destacou a importância do momento para a filha e para outras meninas atendidas pela iniciativa.
“Foi uma oportunidade muito especial. O esporte muda a vida e eu vejo o quanto minha filha fica feliz em participar do projeto. Foi um momento muito emocionante para nós”, disse.
O projeto Mulheres que Lutam é realizado pelo Instituto Projeção por meio da Lei Federal de Incentivo ao Esporte, com patrocínio da Brasil Terminal Portuário (BTP) e da Ecorodovias. A proposta é ampliar o acesso de meninas de 6 a 18 anos ao judô, utilizando a modalidade como ferramenta de inclusão social, formação cidadã e desenvolvimento de valores.
Diretor-presidente da Brasil Terminal Portuário, Cláudio Oliveira afirmou que a iniciativa busca ampliar as oportunidades oferecidas às participantes por meio do esporte.
“Apoiar este projeto é fortalecer a relação porto-cidade e acreditar no esporte como vetor de desenvolvimento. A iniciativa contribui para a inserção de mulheres nessa modalidade olímpica e ensina valores essenciais para que essas crianças e jovens exerçam um papel importante na construção de um mundo mais diverso e inclusivo”, declarou.
Desenvolvido em Santos, o Mulheres que Lutam atende meninas no contraturno escolar e oferece aulas de judô como parte de uma proposta voltada ao desenvolvimento esportivo e à formação pessoal das participantes.



Deixe um comentário