
Os trabalhos de buscas e resgate totalizaram cerca de 150 horas e envolveram 82 militares
As buscas pelo desaparecido remanescente da família que naufragou com uma lancha no mar na costa de Itanhaém, no sábado retrasado (23), foram interrompidas. A Marinha do Brasil comunicou, por nota, nesta segunda-feira (1º) que “considerando que não há mais esperança razoável de resgate de sobreviventes, a operação foi suspensa, conforme a doutrina de busca e salvamento”.
Entre a família de tripulantes, dois corpos já foram resgatados e identificados. O da mãe, Maria Aparecida da Silva Dias, foi encontrado na terça-feira (26) na encosta da Barra do Sahy, em São Sebastião. O do filho, Bruno Silva Dias, que era veterinário e conduzia a embarcação, apareceu na tarde de sexta (29) nas proximidades da Ilha Anchieta, em Ubatuba. A lancha “Jany” foi recuperada na quarta-feira (27), nas imediações da Praia da Baleia, a 224 quilômetros do local do naufrágio, e encaminhada para o cais da Capitania dos Portos do Estado de São Paulo (CPSP), em Santos, para a investigação das causas do incidente. O corpo do pai, Lucídio Francisco Dias, segue desaparecido.
Os trabalhos de buscas e resgate totalizaram cerca de 150 horas e envolveram 82 militares, entre a própria Marinha, Força Aérea Brasileira (FAB), Grupamento de Bombeiros Marítimos (GBMar) e Polícia Militar. Foram empregados um navio-patrulha (o Guajará), quatro aeronaves (duas da FAB e duas da PM) além de embarcações da SPSP. A operação varreu mais de 3.900 km² pela costa litorânea paulista.


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