Política

Mães de Maio fazem ato para cobrar respostas sobre crimes de 2006

12/05/2025 Marco Santana
Divulgação

Acontece nesta segunda-feira (12), a partir das 17h, uma manifestação para chamar a atenção para os assassinatos ocorridos em maio de 2006, quando uma escalada de violência desencadeada pela facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) abalou todo o estado de São Paulo.

O ato político acontece na Estação da Cidadania (Av. Ana Costa, 340, em Santos).

O grupo Mães de Maio, que organiza a mobilização, calcula que foram mais de 500 vítimas fatais. Em resposta aos ataques do PCC, policiais militares reagiram e aconteceram muitas mortes com características de execução.

“As Mães de Maio, símbolo de resistência e da luta contra a violência do Estado, seguem firmes na exigência de respostas para as inúmeras vidas ceifadas e famílias impactadas por aqueles trágicos eventos. Foram mais de 500 famílias que perderam seus entes queridos no estado de São Paulo naquele momento que foi eternizado através das cicatrizes deixadas na humanidade pelo extermínio dessas vidas. A trajetória do movimento se faz na busca por justiça, memória e acolhimento dos familiares ante ao massacre que segue em vigor no Brasil desde o período colonial”, diz nota do grupo.

A Lei Estadual nº 15.501, de 16 de julho de 2014, instituiu a “Semana Estadual das Pessoas Vítimas de Violência no Estado de São Paulo”, originada através do pedido do Movimento das Mães de Maio da Baixada Santista. Esta semana, que acontece anualmente entre os dias 12 e 19 de maio,

“O Movimento Mães de Maio está em luta pelo direito ao não aniquilamento! Assim, somos pedra no sapato, pela sede de justiça que vela pelo descanso das almas! Selamos, portanto, um compromisso com a vida: ser uma força que causa a pane dos algozes e desvia seus disparos!”, diz o manifesto das Mães de Maio.