
Janeiro chega e, junto com ele, uma sequência de contas que pesa no bolso das famílias da Baixada Santista. IPVA, IPTU, matrícula escolar e lista de material transformam o início do ano em um período de aperto financeiro. A organização prévia faz a diferença entre começar o ano no azul ou no vermelho. Planejar desde dezembro evita surpresas e permite aproveitar descontos que podem chegar a 10% em alguns tributos.
O economista e educador financeiro, Leonardo Baldez Augusto, cita pesquisas que revelam que 55% dos brasileiros planejam gastar até R$ 4 mil com despesas de início de ano. Segundo ele, uma família de classe média paga cerca de R$ 2,8 mil de IPVA para um carro de R$ 70 mil. O IPTU varia entre R$ 1,5 mil e R$ 3 mil. Material e matrícula escolar custam de R$ 1,6 mil a R$ 3 mil por filho. O pacote total alcança entre R$ 5 mil e R$ 8 mil.
“Quando a maior parte dos impostos e despesas obrigatórias se concentra no primeiro trimestre, o orçamento das famílias fica mais pressionado”, explica Leonardo. As famílias têm margem reduzida para consumo em lazer, viagens ou bens duráveis nos meses em que ainda se recuperam dos gastos de fim de ano.
Diante desse cenário, a concentração de tributos leva ao aumento do uso de crédito. As famílias substituem consumo supérfluo por despesas obrigatórias. Decisões financeiras ficam para depois.
IMPOSTOS
O advogado e contador, Gustavo Amorim, explica que o IPVA vence entre janeiro e março, com variação de acordo com o estado. Em São Paulo, veículos com placa final 1 pagam a primeira cota em 12 de janeiro. A segunda cota vence em 12 de fevereiro. O pagamento único oferece desconto de 3%. O parcelamento ocorre em até cinco vezes.
“Já o IPTU vence geralmente em janeiro, dependendo da regulamentação municipal, também com opção de parcelamento, ou pagamento único, geralmente com descontos na casa de 10% dependendo da prefeitura”, explica.
Segundo Gustavo, esses tributos podem ser pagos à vista, com desconto (geralmente entre 3% e 10%), ou parcelados (normalmente em até 10 vezes, dependendo do estado ou município), e podem ser feitos facilmente por meio dos sites dos órgãos públicos.
Para Leonardo, do ponto de vista econômico, parcelar os impostos ou pagar à vista depende da situação financeira de cada família. “Para quem tem dívidas caras, faz sentido preservar o caixa e usar o parcelamento. Para quem não tem dívidas e tem reserva, o pagamento à vista com desconto gera uma ‘rentabilidade garantida’”. Em alguns estados, o desconto de 3% no IPVA equivale a um retorno elevado quando comparado ao parcelamento”, ressalta.
DICAS
O advogado Gustavo Amorim recomenda que os autônomos e pequenos empresários reservem o 13º ou bônus para reduzir o impacto das despesas em janeiro.
“Vale também negociar prazos com os fornecedores que garanta um fluxo de caixa positivo nas semanas críticas. Avaliar os parcelamentos estratégicos, acessar linhas de empresariais com taxas baixas e, reavaliar os custos, ou seja, enxugar as despesas variáveis e ajustar as produções para priorizar margens de lucro”, ressalta Gustavo.
Já o educador financeiro Gustavo sugere que a população gaste menos do que ganha. “Para meta do fim de ano a maioria dos brasileiros que estão endividados uma regra de ouro; comece a poupar seja para sair das dívidas seja para iniciar um primeiro projeto de reserva de emergência e diminuir a armadilha de consumo fora da capacidade de pagamento e pagamento de juros em excesso”, revela.


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