Cena

Jacquin volta com ‘Pesadelo na Cozinha’ após o Carnaval

08/12/2025 Gustavo Klein
Divulgação

Depois de um período fora do ar com episódios inéditos, Pesadelo na Cozinha retorna à Band trazendo de volta um velho conhecido dos restaurantes em apuros: o chef Erick Jacquin. A nova temporada já tem data marcada e segue fiel à fórmula que transformou o programa em sucesso. Confusão, pratos mal executados, cozinhas caóticas, donos desesperados e broncas ditas sem filtro continuam sendo o centro da atração, sempre acompanhadas do sotaque francês e da impaciência característica do apresentador.

A emissora apostou em uma nova leva de episódios que mantém o foco em restaurantes à beira do colapso financeiro e operacional. São estabelecimentos que acumulam erros clássicos do setor, como cardápios extensos e mal pensados, falta de padrão na cozinha, atendimento confuso e uma clara dificuldade dos proprietários em entender a dinâmica real do negócio. Jacquin entra nesses lugares com uma missão dupla: identificar os problemas sem rodeios e tentar reorganizar tudo em pouco tempo, mesmo diante de resistência, desinformação e orgulho ferido.

Quem acompanha o programa sabe que o apelo vai muito além da gastronomia. Pesadelo na Cozinha construiu sua identidade ao explorar o choque entre a visão profissional do chef e a realidade dura de empreendimentos mal geridos. As gravações costumam render discussões acaloradas, momentos de tensão extrema, choros repentinos e, ocasionalmente, reflexões tardias sobre erros que se arrastaram por anos. Nem todos aceitam as críticas, mas quase todos são obrigados a encarar a situação sem maquiagem.

Entre uma bronca e outra, Jacquin tenta resgatar o básico: comida bem feita, cardápio enxuto, limpeza, organização e clareza de papéis. Reformas, mudanças de postura e treinamentos fazem parte do processo. O público continua acompanhando porque reconhece ali um retrato exagerado, mas familiar, da gestão improvisada levada ao limite. A nova temporada reforça esse olhar, apostando novamente no confronto direto, na tensão constante e na tentativa, nem sempre bem-sucedida, de transformar caos em sobrevivência.