
Fogo se espalhou pela comunidade Caminho São Sebastião, no Dique da Vila Gilda, na manhã desta sexta-feira (1º)
Um incêndio de grandes proporções atingiu, na manhã desta sexta-feira (1º), moradias construídas sobre palafitas na comunidade Caminho São Sebastião, localizada no Dique da Vila Gilda, na Zona Noroeste de Santos — área que abriga a maior favela sobre palafitas do Brasil.
Segundo a Defesa Civil do Estado de São Paulo, cerca de 100 moradias foram consumidas pelas chamas. O secretário municipal de Desenvolvimento Social, Elias Junior, explicou que o número ainda é uma estimativa.
“A gente não tem ainda esse balanço final, até porque os focos do incêndio ainda estão sendo controlados. A gente estima que cerca de 100 barracos foram atingidos, mas ainda não tem o balanço final do Corpo de Bombeiros”, disse.
O fogo começou por volta das 7h40 e se espalhou rapidamente entre as estruturas de madeira. O acesso difícil à comunidade tem exigido um esforço extra das equipes. Ao todo, 13 viaturas do Corpo de Bombeiros e 30 agentes da Defesa Civil foram mobilizados.
Uma densa fumaça pôde ser vista de longe por moradores da região. O Centro de Gerenciamento de Emergências da Defesa Civil Estadual também irá até Santos para prestar apoio e levar ajuda humanitária, incluindo kits de higiene, dormitório, limpeza e cestas básicas para 100 famílias.
Ainda pela manhã, a Prefeitura começou a organizar o acolhimento das famílias afetadas.
“No âmbito da assistência, o CRAS Bom Retiro vai ser a referência para triagem e cadastramento das famílias que foram atingidas. A escola Pedro Crescenti vai ser o apoio para o abrigamento e a distribuição de cestas básicas. O restaurante Bom Prato também vai ficar na retaguarda, com atendimento nas refeições no dia de hoje. Então, provavelmente, a escola Pedro Crescenti que vai ser nosso maior apoio de hoje”, completou o secretário.
Moradores relatam o susto com o início das chamas e reclamam da vulnerabilidade constante. “O fogo começou de trás. Não deu tempo de ver nada, só fumaça e logo veio a gritaria. Aqui é assim, falta estrutura, assistência, qualquer curto-circuito já pega fogo em tudo. Há dois anos teve um, mas graças a Deus foi só um barraco. Agora isso aí. Estamos abandonados, ninguém vem aqui. Quando tem a tragédia, aparece todo mundo”, contou Robson José Ferreira, morador atingido.
“Sou moradora há mais de 50 anos. Estava dormindo, acordei com a fumaça e com os gritos. Aqui é sempre assim”, disse Sônia Maria Barreto.
O fogo foi controlado e debelado às 12h40.


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