
Guarujá registrou uma redução de 72,97% nos casos de dengue nos cinco primeiros meses de 2026. De janeiro a maio deste ano, foram contabilizados 700 casos, contra 2.590 registradas no mesmo período de 2025 no Município.
O resultado também acompanha a queda nos índices de infestação do mosquito Aedes aegypti ao longo dos últimos anos. Em janeiro de 2026, o levantamento apontou índice de infestação de 3,1%, o menor registrado no Município nos últimos anos.
O indicador é calculado a partir da quantidade de imóveis com presença de larvas do mosquito a cada 100 residências vistoriadas. Para efeito de comparação, os índices foram de 8,5% em 2021, 9,7% em 2022, 6,5% em 2023, 4,7% em 2024 e 4,1% em 2025.
Além do comparativo com 2025, o resultado também demonstra avanço em relação aos anos anteriores. No mesmo período de 2024, quando o Município enfrentou uma das maiores incidências da doença, foram registrados 8.003 casos. Já em 2023, o número chegou a 940 ocorrências.
Entre as estratégias adotadas pela Administração Municipal, estão os mutirões de combate ao mosquito, realizados todas as segundas-feiras em bairros que apresentam maiores índices de infestação. As equipes também promovem a telagem gratuita de caixas d’água, realizam vistorias em pontos estratégicos, como ferros-velhos e estabelecimentos de reciclagem, além de inspeções periódicas em locais com grande circulação de pessoas, como unidades de ensino e equipamentos de saúde.
Para a coordenadora técnica de Vigilância em Saúde, Ana Lúcia Gama, os números demonstram que o trabalho vem produzindo resultados concretos, mas o combate à dengue segue como prioridade permanente. “A redução dos casos e a queda vertiginosa do índice de infestação mostram que estamos no caminho certo. Nossas equipes atuam diariamente em todas as regiões da Cidade, mas esse é um trabalho contínuo. Não vamos descansar enquanto não alcançarmos índices cada vez menores e mantivermos a dengue sob controle”, destaca.
A coordenadora reforça que o combate ao mosquito depende também da colaboração dos moradores. “Medidas simples, como eliminar recipientes que acumulam água, manter caixas d’água fechadas e permitir o acesso dos agentes de endemias durante as vistorias seguem sendo essenciais para evitar novos focos do Aedes aegypti e preservar os avanços conquistados pelo Município”, complementa.



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