
Arroz, feijão, açúcar, óleo, farinha de trigo, leite, carne, tomate, banana, batata, pão, café e margarina. Estes são os treze produtos que formam o conjunto de itens que chegam à mesa das famílias santistas todos os dias e compõe o cálculo da cesta básica municipal. Segundo a pesquisa realizada pelo Departamento de Orçamento e Gestão da Prefeitura de Santos (Deorg), em parceria com a Universidade Católica de Santos (UniSantos) e apoio do Jornal da Orla, a cesta básica custou em média R$ 770,56 no período de 26 de julho a 25 de agosto na cidade, uma queda de aproximadamente 0,6% em relação ao período anterior. A banana-nanica foi o alimento que apresentou a variação mais expressiva do período, com alta de 22,04%.
Por outro lado, a batata diminuiu o preço em 14,21%, em julho custou R$ 5,39, já em agosto, R$ 4,62. Logo em seguida, aparece o tomate em -5,77%, atrás do arroz branco de 5 kg com -3,75%. Segundo o estudo, esses três itens, de forte peso na alimentação cotidiana, foram decisivos para conter a pressão inflacionária sobre a cesta.
Para a coordenadora do curso de Ciências Econômicas da UniSantos, professora Célia Rodrigues, a tendência do preço da banana-nanica é de aumento nos próximos meses.
“Segundo a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), a alta pode ser atribuída a baixa oferta e a volta as aulas. Os atacadistas consideram que o consumo pode ser substituído pela banana-prata, cujo preço está estável e tem tendência de aumento da oferta”, afirma.
A professora responsável pelo estudo, Dalva Mendes Fernandes, ressalta que o alto custo da banana está associado à entressafra e às condições climáticas que reduziram a oferta.
“Mas, de maneira geral, a tendência é de estabilização ou leve recuo nos preços da cesta alimentar em setembro. Na esteira das quedas observadas em agosto essa deflação pode ser puxada por maior oferta sazonal da batata, tomate, açúcar”, explica.
ZONAS
A pesquisa ainda coletou os preços em 48 estabelecimentos distribuídos pelas quatro regiões de Santos. O levantamento incluiu supermercados de grande, médio e pequeno porte, além de açougues, padarias e mercearias de bairro.
A região da Orla concentrou os preços mais elevados, com cesta custando R$ 823,25. A Zona Noroeste registrou R$ 751,37. Os Morros apresentaram valor de R$ 725,55, enquanto a Zona Intermediária teve o menor custo, com R$ 722,74. A diferença entre o maior e menor valor chegou a R$ 100,51. A Orla ficou R$ 52,69 acima da média municipal. A Zona Intermediária permaneceu R$ 47,82 abaixo do valor médio da cidade.
ONU
A pesquisa da UniSantos é uma extensão dos parâmetros do item 8 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), da qual o Brasil é signatário. Os princípios básicos incluem trabalho decente e crescimento econômico. O objetivo é um chamado à ação para eliminar a pobreza, cuidar do meio ambiente e do clima, além de garantir paz e prosperidade. Os ODS têm como meta atingir a Agenda 2030, para o desenvolvimento sustentável.
A divulgação dos preços dos 13 itens da cesta, os quais atendem a necessidade básica mensal de quatro pessoas (casal e dois filhos), é realizada mensalmente pela Prefeitura. A pesquisa completa ainda pode ser conferida no Diário Oficial.


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