
O volante Alison, formado nas categorias de base do Santos, comunicou oficialmente sua aposentadoria do futebol profissional nesta terça-feira, aos 32 anos. O anúncio foi feito por meio de um vídeo gravado na Vila Belmiro, onde o atleta, que havia acertado com o Criciúma para a temporada, optou por romper o vínculo antes mesmo de entrar em campo.
A decisão foi motivada por questões físicas persistentes. Em sua carta de despedida, Alison detalhou o conflito interno entre sua vontade e as limitações do corpo: “Hoje, as dores passaram a falar mais alto. Meu corpo pediu para parar. E, pela primeira vez, eu decidi escutar. Algo que minha mente já vinha pedindo há algum tempo, mas meu coração insistia em ignorar”, declarou o volante.
A carreira de Alison foi notavelmente marcada pela resiliência frente a problemas ortopédicos, totalizando sete intervenções cirúrgicas no joelho. Sua capacidade de retorno foi um ponto alto de sua trajetória. “Ao longo da minha carreira, foram sete cirurgias. Sete vezes em que eu precisei parar, sete vezes em que me disseram que talvez fosse o fim. Depois da quarta cirurgia, o diagnóstico médico dizia que era impossível continuar. Mas eu continuei porque eu sempre acreditei mais no trabalho do que no medo. Mais na fé do que no diagnóstico. E mais no sonho do que na dor”, afirmou.
Pelo Santos, clube que defendeu em 271 partidas, Alison conquistou dois Campeonatos Paulistas (2015 e 2016) e o título da Série B do Campeonato Brasileiro em 2024. Além de sua contribuição estatística (quatro gols e sete assistências), ele se destacou como capitão, sendo lembrado por seus discursos motivacionais. Um dos mais notórios ocorreu antes da semifinal da Copa Libertadores de 2020, quando minimizou as chances externas de título: “…a imprensa apontava que o Santos teria apenas 4% de chance de ser campeão, mas ressaltou que 4% era muito.”
A trajetória profissional de Alison também inclui passagens pelo Red Bull Brasil, Al-Hazem da Arábia Saudita e Londrina.



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