
A Prefeitura de Santos e o Governo do Estado, por intermédio da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), assinaram convênio para a construção de mais 350 unidades habitacionais na Zona Noroeste. O acordo foi chancelado nesta segunda-feira (26), dia em que o município completou 480 anos, durante entrega dos 574 apartamentos do conjunto Prainha II, também na ZN, em evento que contou com a presença do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Ainda não está definido o local da construção das novas moradias, mas sabe-se que o projeto beneficiará famílias que hoje moram em palafitas no Dique da Vila Gilda. “Habitação é a melhor política pública, o pilar da dignidade da segurança”, afirmou o prefeito Rogério Santos (Republicanos). Citando conversa com o ex-prefeito João Paulo Papa, atualmente gestor da Sabesp, o prefeito disse, ainda, que lhe foi garantido que “até o final do ano, todas as palafitas” terão saneamento.
O governador exaltou a política habitacional do Estado (81 mil moradias entregues) e garantiu apoio a Santos para “dar dignidade a essas pessoas que vivem de maneira precária”. Antes da entrega das chaves do Conjunto Habitacional Santos AB – Prainha II, Tarcísio de Freitas conheceu o projeto piloto Parque Palafitas, de onde pôde ter ampla visão dos barracos do Dique. Inicialmente, dentro da programação de aniversário da cidade, estava prevista a entrega das 60 unidades do Palafitas. Mas houve apenas uma visita, o que possibilitou perceber que as obras da primeira fase não estão finalizadas.
EXPECTATIVA
Tanto o Parque Palafitas quanto os prédios do Prainha II são fruto da ação conjunta dos três poderes: os terrenos foram cedidos pelo Governo Federal (Secretaria do Patrimônio da União) e os recursos vieram do Estado e Município. Ambos os projetos habitacionais vão abrigar famílias que vêm de áreas de risco.
No evento da entrega do Prainha II, Cristiano Gomes e Marileide Matos dos Santos, os dois com 39 anos, não escondia a ansiedade e tensão. “Estou há nove anos esperando por uma casa, lutando atrás de cadastro. Meu barraco no São Manoel desabou faz quatro meses. Só acredito quando pegar a chave”, afirma o casal, que tem um filho de 5 anos.
A dona de casa Alessandra Maria Coutinho, 50 anos, suava “de calor e nervoso, quero minha casa”, dizia, ansiosa. Morava em área de risco no pé do morro, na avenida N. Sra. de Fatima, quando sua casa precisou ser demolida, em 2020. Mudou-se para o Bom Retiro, onde sofre com alagamentos. “O apartamento vai ser uma grande melhoria em minha vida. Posso sonhar”, diz ela, que tem um casal de filhos com deficiências.


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