
Plano para alcançar objetivo foi estabelecido pelo governo de São Paulo
Apoiar as indústrias paulistas na redução de emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) – sendo o principal o Carbono – esse foi o objetivo da “Jornada de Descarbonização”, que aconteceu na última sexta-feira (09), no Senai Santos. O evento foi promovido em parceria entre o Fiesp, SENAI-SP e Sebrae-SP. Na Baixada Santista, assim como panorama estadual, o governo de São Paulo estabeleceu a meta de atingir a neutralidade de carbono até 2050. A COP 30, que será realizada em novembro, no Brasil, está entre os eventos internacionais que influenciam a agenda local de sustentabilidade.
“Hoje, quando a gente fala desses aspectos ambientais, eles são imperativos, porque nós estamos vendo os impactos no nosso dia a dia. São as enchentes, por exemplo, que passam pela questão do aquecimento global. Então, não dá mais para você pensar em desenvolvimento sem olhar de forma pragmática e responsável para os aspectos relacionados à sustentabilidade”, afirma o diretor do Senai Santos, Daniel Divino Rodrigues.
O Polo Industrial de Cubatão responde, segundo relatórios da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), por cerca de 7% das emissões industriais de GEE do estado. Até 2035, a meta do Brasil é reduzir as emissões de GEE entre 59% e 67%.
Para o diretor titular do Departamento de Desenvolvimento Intersindical e vice-presidente da Fiesp, Paulo Henrique Schoueri, o tema descarbonização é de suma importância, “o compartilhamento de conhecimentos para que a indústria possa se desenvolver, principalmente a pequena e microindústria, é fundamental. É uma troca que deve ser inserida nas cadeias globais de produção, para que os formatos sejam limpos e sempre aperfeiçoados”.
POLO E PORTO
O Polo Industrial de Cubatão responde, segundo relatórios da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), por cerca de 7% das emissões industriais de GEE do estado. O Porto de Santos movimentou, em 2023, mais de 173,3 milhões de toneladas de toneladas, e gerou 10.331,904 toneladas de dióxido de carbono equivalente (tCO2e), segundo dados da Autoridade Portuária de Santos (APS).
MERCADO DE CARBONO
Durante a palestra, também foi citada a questão do mercado de carbono, que existe desde antes da entrada em vigor do Protocolo de Quioto (acordo internacional firmado, em 1997, para reduzir as emissões de GEE), quando se observou, no mercado internacional, uma demanda por reduções de emissões de GEE, de modo que a tonelada evitada de carbono equivalente se tornou uma espécie de commodity mundialmente negociada.
Este mercado é uma ferramenta estratégica adotada globalmente. Nesse contexto, as atividades econômicas ganham uma nova dimensão.
“Quando se fala desses importantes players, o Polo Industrial de Cubatão, a logística portuária e o próprio setor de óleo e gás, que vem se aperfeiçoando e se movimentando aqui para o litoral paulista, nós precisamos entender que temos uma cadeia de fornecedores para essas grandes empresas. Essa cadeia de fornecedores naturalmente também precisa olhar para esses aspectos relacionados à descarbonização”, afirma Daniel.


Sou o Engenheiro Werner Morelli e sou agora Consultor em Créditos de Carbono, e estou capacitado para realizar Inventários de Gases do Efeito Estufa. Caso necessite, meu whatsapp é (13) 99196-9070.
É importante lembrar que a qualquer momento vai ser regulamentada a Lei 15.042/2.024 que instituiu o SBCE – Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões.
Isso traz uma necessidade nova de se preparar, pois, embora a lei não tenha explicitado, será obrigatório tanto para CPF como CNPJ a comprovação da isenção de agentes, como a lei chama, realizar PELO MENOS UM INVENTÁRIO que prova que a isenção.