
Com o objetivo de não deixar à deriva a organização do estacionamento de canoas havaianas na Ponta da Praia, a Prefeitura e a Câmara de Santos estudam soluções para disciplinar o segmento. Não vai ser fácil encontrar uma saída consensual. A complexidade da questão ficou evidente na audiência pública realizada quarta-feira (15), no Legislativo santista.
A canoa havaiana tornou-se um verdadeiro patrimônio para a cidade, não só em relação à quantidade de praticantes, mas principalmente pelos valores agregados à modalidade – além da atividade física em si, proporciona diversos benefícios em termos de sociabilidade, contribui na recuperação de problemas de saúde e fortalece o vínculo com a natureza, entre outros.
Introduzida no Brasil pelo campeão Fábio Paiva, há 25 anos, a modalidade cresceu e, com o tempo, começaram a aparecer os efeitos colaterais.
O número de embarcações cresceu em escala exponencial. O projeto de reurbanização da Ponta da Praia previa, inicialmente, lugar para 24 canoas. O número de espaço foi ampliado para 48 e, recentemente, para 76. Mas é maior: na noite de quinta-feira, o Jornal da Orla contou 98 canoas havaianas estacionadas, entre o Canal 6 (em frente ao quiosque do Zé do Coco) e a área em frente ao Clube de Regatas Saldanha da Gama.
As reclamações começaram a aparecer: embarcações paradas na parte do calçadão reservada para pedestres, em frente a faixas de segurança, na parte superior do Posto 7, sobre jardins, servindo de esconderijo para entorpecentes…
REGULAMENTAÇÃO
Poder público e remadores são unânimes em reconhecer a necessidade de regulamentar o estacionamento das canoas havaianas. A Prefeitura recebeu 21 notificações do Ministério Público, cobrando providências. O impasse está em definir quais serão, exatamente, as regras.
Na audiência pública na Câmara, o coordenador dos Esportes de Praia, da Secretaria Municipal de Esportes, José Roberto de Oliveira, revelou que está sendo preparado um processo licitatório que vai definir quais canoas, e em quais locais, ficarão estacionadas.
Na reunião, houve quem defendesse que apenas quem já possui embarcação estacionada na Ponta da Praia tenha direito a permanecer no local. Também foi sugerido que as canoas sejam colocadas nas laterais de todos os canais ou no parque Público do Emissário Submarino (e não apenas na Ponta da Praia).
O vereador Paulo Miyasiro (Republicanos), que convocou a audiência pública, sinalizou: “Nem sempre a gente vai conseguir atender tudo, porque há leis, temos que seguir normas”, disse. A regulamentação virá e certamente não agradará a todos. Mas o assunto não pode ficar à deriva.


Não é tão difícil equacionar.
Por exemplo: 1>limitar o número de canoas. 2>licenciar as canoas(numerado, udentificando)
3> distribuir pontos de atracadouro ao logo da orla.
4> nunca, jamais permitir estacionar nas calçadas ou Jardins.
Fácil Assim!
Matéria equivocada, foi clara a resposta de canoístas sobre a impossibilidade da prática do esporte em outras canais e até mesmo no Emissário devido as ondas e condições do mar. Não seria seguro para a prática, que diferentemente, por exemplo, do surf, conta com as ondas mas para a canoa havaiana não é apropriado, principalmente quando se tem em conta a prática por milhares de turistas em passeios todos os meses.
Que desinformação quem escreveu o texto. Elas só ficam em lugares fora dos convencionais, pouquíssimas vezes no ano, somente quando o mar está em ressaca braba. Não sabe nem quem pediu a audiência pública. A audiência pública foi convocada pelo vereador Fábio Duarte só para informação.
Vale ressaltar que o ganho turístico das canoas havaianas para a cidade é imenso. Cada empresa/escola tem a oportunidade de movimentar sozinha milhares, isso mesmo, milhares de vendas todo ano em passeios para turistas e não praticantes recorrentes.
O ganho que isso agrega para os setores hoteleiros, alimentícios/restaurantes e outros é imenso. Todos ganham com a regularização, fiscalização e acompanhamento correto. E é isso que as escolas/empresas de canoa havaiana estão pedindo: diálogo e um acompanhamento próximo dos instituições competentes.